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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dor Lombar - Saúde

DOR LOMBAR

Sinônimos:

lombalgia, doença postural da coluna vertebral

Oitenta por cento dos seres humanos sentem dor lombar (lombalgia) em algum momento de suas vidas. Uma proporção menor tem dor cervical (pescoço) e na nuca, sendo que outros sentem dorsalgia. A maioria destas pessoas pode manter suas atividades habituais, mas as cumprirão com períodos de desconforto ou dor. Cerca de 30% desse grupo faltará ao trabalho devido à lombalgia.

Quais as causas de lombalgia?

Na grande maioria das vezes, a dor se relaciona com problemas mecânicos da coluna vertebral, isto é, com defeitos na sua função. O tratamento principal é normalizar a função, isso podendo ser obtido com exercícios e outros cuidados posturais.

Outras causas são também freqüentes:

osteoartrite (artrose) das articulações intervertebrais e
desestruturação do disco intervertebral (discopatia degenerativa.)




Menos encontradas:

espondilolistese,
sacralização da apófise transversa da 5a vértebra lombar uni ou bilateral,
síndrome do músculo piriforme e
doenças das articulações sacro-ilíacas.




Este capítulo é dedicado à postura, porque prevenção ou correção de má postura previnem, melhoram ou corrigem a maioria dos problemas que levam a lombalgia.

O que é postura?

Postura é a posição do corpo.

Boa postura pode ser definida como o arranjo harmônico das partes constituintes do corpo, tanto em posição estática (parado) como em diferentes situações dinâmicas (movimento e força).

Quando se fala em coluna, postura é a coluna vertebral ereta estática (parado na posição de pé).

A posição ereta é obtida através dos tecidos moles da coluna vertebral: músculos, ligamentos e cápsulas articulares.

Boa postura é o resultado da capacidade que ligamentos, cápsulas e tônus muscular têm de suportar o corpo ereto, permitindo sua permanência em uma mesma posição por períodos prolongados sem desconforto. Uma postura aceitável também deve ser esteticamente apreciável.

Portanto, quando alguém cansa em uma fila de cinema, sente desconforto ou dor, se fica muito tempo assistindo TV, ou precisa sair cedo da cama no domingo porque dóem as costas, há sintomas de doença postural da coluna vertebral.

Desse modo, o exame postural é a avaliação da posição da coluna vertebral, das relações das suas curvaturas entre si e dos elementos envolvidos na sua harmonia ou desequilíbrio.

O exame postural é parte da avaliação física do aparelho locomotor e deve ser complementado pelo estudo cinético (movimentos) da coluna vertebral para adequada interpretação funcional das queixas ou achados eventualmente encontrados.

O que é a coluna vertebral? Como ela funciona?

A coluna vertebral é um conjunto de vértebras e discos sobrepostos.

Duas vértebras separadas por um disco intervertebral formam uma unidade.

O segmento anterior da unidade funcional está preparado para suportar peso, absorver choque e ter flexibilidade. No segmento posterior localizam-se as estruturas nervosas (medula e raízes nervosas) e um par de articulações que orientam os movimentos de cada unidade. Completam os constituintes da coluna ligamentos que têm função de sustentação e músculos.

A coluna vertebral estática

Vista de lado, a coluna vertebral tem quatro curvas fisiológicas: as lordoses cervical e lombar e as cifoses dorsal e sacra. Ela é sustentada pelo sacro, que se situa entre os ilíacos. A última vértebra lombar e a primeira vértebra sacra assumem um ângulo fisiológico que orienta a posição da coluna vertebral . O ângulo lombo-sacro é determinado pelo desenho de uma linha paralela à superfície superior do sacro dirigida a uma linha horizontal e mede ao redor de 30 graus. Ele depende da posição da pelve a qual, por sua vez, é equilibrada centralmente em um eixo transverso que se situa entre as articulações coxo-femurais (coxas com a bacia). Qualquer movimento rotatório da bacia modifica o ângulo lombo-sacro. A inclinação anterior (elevação da região anterior da bacia) o diminui e o movimento inverso, inclinação posterior, posiciona o sacro em direção horizontal, aumentando o ângulo lombo-sacro e a lordose lombar.

A posição da bacia se mantém por meio de controle ligamentar das articulações coxo-femurais. Em bipedestação, a extensão das articulações coxo-femurais é limitada à posição neutra pelos ligamentos ileopectíneos, que são espessamentos dos tecidos capsulares anteriores das articulações coxo-femurais. A pelve também é sustentada pelo tensor da fascia lata, que reforça a posição dos quadris e evita hiperextensão dos joelhos; essa fascia tem sua inserção proximal na crista ilíaca e distal no trato ileotibial na face lateral do joelho. A sustentação dos membros inferiores se faz, nos joelhos, por meio da cápsula articular posterior e ligamentos, não havendo necessidade de contração dos quadríceps. Há pequena contratura da musculatura da panturrilha dispendendo mínima energia. Pode-se observar, então, que a manutenção da postura ereta é essencialmente relacionada aos ligamentos com mínimo gasto de energia.

Vista de frente, a coluna vertebral normal não deve ter desvios laterais ou esses devem ser mínimos. Isso requer um sacro adequadamente alinhado, isso é, horizontalizado. O que determina a horizontalização do sacro é a igualdade de comprimentos dos membros inferiores. Assimetria de desenvolvimento da pelve também é causa de desvio do sacro, apesar de rara.

Em ambas situações, haverá diminuição da altura da bacia no lado afetado e o sacro ficará inclinado e, conseqüentemente, haverá uma atitude escoliótica (não é escoliose verdadeira) secundária com assimetria e sobrecarga nas articulações entre as vértebras. Se a escoliose não for corrigida, desenvolvem-se alterações estruturais nas facetas articulares e nos discos intervertebrais devido a sobrecarga assimétrica.

O desequilíbrio funcional da coluna vertebral

O equilíbrio da coluna vertebral deve ser mantido contra a gravidade, usando-se um mínimo de energia e provocando o menor desgaste possível. A fim de minimizar o consumo de energia, os músculos não participam de modo importante dessa função, cabendo aos ligamentos e cápsulas a principal ação de sustentação. Quando a tensão sobre os ligamentos excede limites fisiológicos ocorre contratura muscular isométrica reflexa (os músculos ficam contraídos sem movimentar-se) protegendo-os de mais alongamento.

A contratura muscular sustentada leva a fadiga e conseqüente incapacidade de proteção ao alongamento excessivo. Numa primeira fase de sobrecarga postural, os pacientes referem desconforto e fadiga, sendo a dor de partes moles um evento posterior.

São numerosos os fatores envolvidos no que se pode denominar doença postural da coluna vertebral.

Entretanto, quatro são predominantes na sua influência e freqüência:

Hiperlordose lombar (lordose é a posição côncava; hiperlordose é excesso de concavidade).
Postura esteticamente normal, mas musculatura despreparada e/ou insuficiente flexibilidade dos tecidos moles
Anomalias estruturais congênitas ou adquiridas (neurológicas, musculares, esqueléticas, ligamentares).
Posturas adquiridas por mau hábito ou treinamento inadequado durante os anos de desenvolvimento.




1. Hiperlordose lombar

A grande maioria das pessoas com dor lombar estática possuem hiperlordose.

São exemplos de posturas hiperlordóticas transitórias que podem provocar dor:

gravidez,
dormir de barriga para baixo em colchão mole,
usar calçados com saltos altos (projeta o corpo para frente e obriga a postura hiperlordótica para reequilibrá-lo)
sentar-se em cadeiras sem encosto adequado.




Nessas situações, desfazendo-se a lordose excessiva, a dor alivia ou desaparece.

Os mecanismos que levariam esses pacientes a sofrer dor poderiam ser entendidos por:

As facetas articulares se aproximam e a compressão excessiva levaria a dor;
Os orifícios intervertebrais têm seu diâmetro diminuído e as raízes nervosas sensitivas que se dirigem aos músculos, articulações e ligamentos são comprimidas;
O disco faz protrusão posterior, pressionando o ligamento longitudinal posterior e irritando terminações nervosas.




Os estímulos transmitidos pelas fibras sensitivas iniciam uma reação reflexa que leva à contratura muscular excessiva a qual tem a intenção de proteger a unidade funcional comprometida. Porém, a contração muscular sustentada torna-se um novo local de dor e, complicando mais ainda, a contração intensa também comprime os tecidos injuriados, fechando um círculo vicioso dor-contratura-dor.

Esse modelo conceitual de dor lombar relacionada com hiperlordose tem sido aceito por mais de cem anos.

Entretanto, ocasionalmente, a patogênese da lombalgia seria a permanência em flexão lombar por tempo prolongado, como ocorre com o homem moderno que gasta a maior parte do tempo sentado. Nessa posição, os tecidos posteriores são alongados em excesso e permitem que o disco intervertebral seja empurrado para trás.

O tratamento, nesses casos, é promover exercícios que fortaleçam os músculos extensores, recriando a lordose anatômica.

Cabe ao médico determinar se os sintomas do paciente se devem a hiperextensão ou hiperflexão. Provocar a dor ao reproduzir a posição anormal esclarece a fisiopatogenia de cada situação em particular.

2. Doença postural relacionada com músculos fracos e/ou rigidez músculo-ligamentar

Uma situação muito freqüente como causa de lombalgia é coluna vertebral normal mas músculos abdominais fracos. São necessários músculos abdominais potentes para sustentar a pressão exercida pela cavidade abdominal e, também, equilibrar as forças dos músculos eretores da coluna; caso contrário, haverá tendência crescente em aumentar a lordose lombar.

Outra condição freqüente e importante (e muitas vezes não identificada) de lombalgia é a falta de flexibilidade dos músculos e ligamentos posteriores da coluna lombar, das coxas e das pernas.

A coluna lombar flexiona 45 graus. Para uma flexão adequada, os músculos eretores, suas fáscias e os ligamentos longitudinais devem ser suficientemente extensíveis.

Após os 45 graus de flexão da coluna lombar, o restante do movimento do tronco se faz através da flexão da pelve. A rotação anterior da pelve é feita ao redor das articulações coxo-femurais e é limitada pelo comprimento e grau de alongamento dos músculos posteriores das coxas e pernas.

Se os tecidos não têm ou não estão com flexibilidade suficiente, a tentativa de atingir a amplitude máxima provocará dor devido ao alongamento excessivo e, eventualmente, dano estrutural.

3. Anomalias estruturais congênitas ou adquiridas

Ao se avaliar a coluna vertebral ereta, devem ser procurados defeitos nos membros inferiores ou na própria coluna. Há várias causas de assimetria de comprimento de membros inferiores. Diferença de até 1 cm é considerada normal e só deve ser valorizada se não se encontrar nenhuma outra causa para dor ou desconforto interpretada como de origem postural.

Causas de encurtamento de membro inferior

Hipoplasia congênita
Poliomielite
Pós-fratura
Genuvalgo ou varo assimétrico
Genurecurvatum assimétrico
Contratura assimétrica da panturrilha com pé eqüino
Dispraise de quadrilles
Coxartrose




4. Posturas adquiridas por mau hábito ou durante os anos de desenvolvimento

A influência dos padrões culturais, sociais, profissionais, hábitos, treinamento e psiquismo sobre a postura são importantes e muito numerosos, sendo, muitas vezes, difícil identificá-los. A associação de fatores, inclusive com os estruturais, complica mais ainda o problema.

Devem ser mencionados os gestos profissionais assumidos tanto na posição de pé como sentada, os diferentes modelos de assentos que provocam sobrecargas e alongamentos excessivos e os diferentes modos de sentar, inclusive no chão, influenciados por razões culturais incluindo as religiosas.

O psiquismo contribui de modo importante sobre a postura. A postura é a linguagem do corpo. Em parte, nós nos movemos e paramos como nos sentimos.

Os indivíduos deprimidos mantêm-se numa posição "caída", com o tronco curvado e os ombros projetados para a frente, assemelhando-se a uma pessoa muito cansada. Essa postura leva a estiramento anormal de ligamentos e dor, tornando-se muito fatigante, pois mantê-la leva à sobrecarga dos músculos extensores, adicionando um cansaço fisiológico à sensação psicológica preexistente.

Dor é uma sensação psicológica. Ela é sentida por alguém que posteriormente a descreverá, aí colocando sua reação à dor e sua interpretação do significado de seu sofrimento. Um observador experiente deve saber discernir entre o que podemos chamar de dor física e amplificação da dor que se observa em pacientes com severos distúrbios emocionais.

Também os indivíduos hipercinéticos, devido à agressividade, e os ansiosos, que se mantêm persistentemente tensos, demonstram seus sentimentos na postura.

Sua posição é de desequilíbrio, ficando o tronco anteriormente ao centro de gravidade e todos os músculos num constante estado de contração sustentada.

É comum encontrar meninas adolescentes com alta estatura que tentam diminuí-la curvando o dorso (dorso curvo da adolescente). Também podem modificar sua postura as adolescentes com seios volumosos e os de baixa estatura.

A prática de esportes durante os anos de desenvolvimento pode levar a assimetria corporal, como acontece em jogadores de basquete e tênis.

Também entre crianças e adolescentes os distúrbios psíquicos colaboram de modo importante para atitudes posturais inadequadas.

Todos os padrões de postura adquiridas no período de crescimento podem se perpetuar e tornarem-se problemas na fase adulta. Os tecidos desenvolvem-se de acordo com os estímulos ocorridos e podem terminar seu crescimento de modo defeituoso.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cardápio saudável

Primeiramente, precisamos tirar da cabeça a idéia de que dieta é apenas sinônimo de regime. Uma dieta, na verdade, é nada mais que a nossa alimentação do dia-a-dia. Ou seja, ela deve sempre incluir todos os grupos e tipos de alimentos, apenas com adequações de quantidade e de acordo com o estado de saúde do indivíduo. A única diferença entre a nossa alimentação rotineira e a alimentação quando estamos tentando emagrecer, é realmente a quantidade.
Sendo assim, em ambos os casos, jamais a dieta deve ser chata e monótona; pelo contrário: ela deve ser a mais variada possível, pois somente assim conseguimos ingerir todos os nutrientes de que nosso organismo necessita para funcionar bem.
Como cada pessoa tem uma necessidade diferente, não convém colocar aqui um cardápio; para isso realmente é recomendável uma consulta com um nutricionista. Caso seja de interesse, favor entrar em contato no e-mail ao lado.
Uma dica que pode ser dada para quem quer ter uma noção melhor de como se alimentar bem, é visualizar a pirâmide alimentar (abaixo), cuja base contém os alimentos que devem ser mais consumidos (grupo dos pães, massas e cereais) e o topo os que devem ser menos consumidos (óleos, gorduras e doces). Para variar a alimentação, sempre pode-se fazer substituições de um alimento de um determinado grupo por outro que seja desse mesmo grupo. Por exemplo: no grupo das leguminosas, pode-se substituir o feijão por ervilha.

Como pouco e engordo



Muitas pessoas, na hora de emagrecer, têm o conceito de que pular refeições ajuda na redução de peso, mas não é bem por aí.

A natureza é sábia! Quando temos o hábito de passar longos períodos em jejum, o nosso organismo funciona como se estivesse desempregado: como não ganha, gasta menos e economiza. O que ocorre aí é um ajuste na velocidade do metabolismo.

Para ficar mais fácil entender, vamos colocar a situação em um exemplo real. É muito comum atender aquele paciente que diariamente acorda bem cedinho, não come nada pela manhã e depois só almoça em torno das 13h. Ao expor o organismo todos os dias a essa condição, ele entende que estamos numa situação de fome, e é aí que ele começa a estocar energia guardando a maior parte do que consumimos. Ou seja, nosso metabolismo desacelera e passa a gastar menos calorias, portanto embora estejamos comendo menos, também passamos a gastar menos.

Agora outro ponto que convido vocês a pensar é: como fica nossa fome quando ficamos muito tempo sem comer? Enorme, não é? Esse é outro fator que ajuda no ganho de peso quando deixamos de fazer alguma refeição: acabamos comendo mais do que o nosso organismo consegue utilizar, e mais uma vez estocamos energia, vulgo 'engordamos'.

Portanto preste muita atenção e evite ficar longos períodos sem comer nada. Procure fracionar a dieta em 4 a 6 refeições diárias.

Chá verde

O chá verde corresponde a 22% de todo o chá consumido no mundo, e atualmente podemos perceber uma certa moda em seu consumo.
Cada vez mais vemos no mercado produtos contendo o tal do chá. Chá verde em caixinhas, garrafinhas e latinhas pronto para beber, ou até refrigerantes contendo-o em sua composição.
E por que a indústria anda apelando tanto para o consumo desse produto derivado dos arbustos da Camellia sinensis?
Estudos apontam que o chá verde contém substâncias que apresentam uma série de atividades biológicas, as quais conferem ação antioxidante, quimioprotetora, antiinflamatória e anticarcinogênica. Ação antioxidante de certo o chá tem, porém encontram-se ainda resultados contraditórios em relação à proteção contra o câncer.
Para quem não sabe, o chá preto, mais conhecido e mais amplamente consumido mundialmente, também possui atividade antioxidante, porém menos que o chá verde.
De qualquer forma, não é porque se alega que um alimento ou bebida traz benefícios à saúde que devemos consumi-lo compulsivamente. Sempre devemos buscar informação sobre aquilo que não conhecemos e não só acreditar no que a mídia expõe.
O chá verde, assim como o chá preto, contém cafeína, como no café, e por isso não deve ser consumido em grandes quantidades. Além disso, os produtos que encontramos no mercado com o chá verde pronto não têm nenhuma das ações citadas anteriormente, pois o chá deve ser consumido, de preferência, logo após seu preparo, ou então perderá suas propriedades.
Agora que você já sabe mais sobre o assunto, fique à vontade para curtir o seu chá! Mas lembre-se: consuma com moderação! Uma a duas xícaras por dia está de bom tamanho.

Modo correto de preparo do chá verde

1) Aqueça a água sem deixar ferver
2) Coloque 2 colheres de chá de folhas para uma xícara de chá de água
3) Abafe e deixe coberto por 5 a 10 minutos ao abrigo da luz

Obs: o chá pode ser guardado por até 12 horas ao abrigo da luz, não devendo ser reaquecido.


Se quiser o chá pode ser adoçado, misturado com algum outro chá (camomila por exemplo) para dar um sabor diferente e também pode ser consumido gelado. Só não vale usar chá industrializado de saquinho, pois ele perde os princípios ativos na manufatura. Utilize folhas frescas da planta ou ainda o chá seco vendido em saquinhos nas farmácias de manipulação.

Nutrição na menopausa

A menopausa caracteriza-se por um estágio da vida da mulher em que os ovários deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona. Com isso, começa a haver irregularidades no ciclo menstrual com menstruações cada vez menos frequentes até que cessem de vez. Ocorre geralmente por volta dos 50 anos de idade, podendo provocar alguns sintomas, como ondas de calor, suores noturnos, insônia, diminuição da libido, irritabilidade, depressão, entre outros.
Como o estrógeno é responsável pela distribuição da gordura corporal, pela fixação do cálcio nos ossos e pelo equilíbrio das gorduras no sangue, após a menopausa ficam favorecidos o acúmulo de gordura na região abdominal, a perda de cálcio dos ossos, favorecendo o surgimento da osteoporose, e o aumento nos níveis de colesterol no sangue, o que aumenta a chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Com base nessas informações, seguem abaixo algumas dicas que podem auxiliar na atenuação dos efeitos provocados pela menopausa.

INCLUA SOJA NO SEU DIA-A-DIA

A soja contém substâncias denominadas isoflavonas, que são consideradas uma versão natural do mais importante hormônio feminino: o estrógeno. Estudos atualmente apontam que os sintomas da menopausa, como por exemplo as ondas de calor, e o aumento da incidência de osteoporose são atenuados com o consumo de soja. As isoflavonas também têm sido implicadas na prevenção de doenças cardiovasculares, uma vez que melhoram o perfil lipídico (colesterol) dos pacientes.
Pode-se consumir a soja em grão ou seus derivados, como leite de soja, tofu (preferir os enriquecidos com cálcio), farinha de soja, etc.

EXPERIMENTE USAR LINHAÇA


A linhaça contém uma substância chamada lignana, que também tem ação semelhante à do estrógeno. Com isso ela tem como propriedade o alívio dos sintomas da menopausa.
Por ser muito difícil a casca da semente se romper durante a mastigação, o que impossibilita sua digestão e absorção dos nutrientes, o ideal é triturá-la a seco no liquidificador e depois guardá-la na geladeira e ao abrigo da luz, para que não perca suas propriedades. Esse pó pode ser adicionado a sucos, iogurtes, leite, saladas e até na comida. Use a sua criatividade! Só lembre de consumir a linhaça sem aquecê-la; ela tem que ser utilizada crua! A quantidade recomendada é de até uma colher de sopa por dia.

NÃO ESQUEÇA DO CÁLCIO


Como já vimos, a falta de cálcio pode provocar osteoporose, aumentando o risco de fraturas em quedas. Inclua na alimentação de 3 a 4 porções de alimentos fonte de cálcio, como leite desnatado, iogurtes desnatados (0% de gordura), queijos magros (cottage, ricota, minas, frescal, mussarela de búfala) e requeijão light.

CUIDE DO COLESTEROL

O colesterol está relacionado ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Evite alimentos que contribuem para o aumento do colesterol ruim (LDL), como gema de ovo, pele de frango, frutos do mar, banha, carnes gordas, miúdos, etc; e inclua na alimentação alimentos que auxiliam no aumento do colesterol bom (HDL), como óleos vegetais, peixes de água fria (salmão, atum, bacalhau), castanhas, amêndoas, nozes, linhaça e abacate.

CUIDADO COM O SÓDIO

O consumo excessivo deste mineral está associado à manifestação de pressão alta, que é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Evite adicionar muito sal aos alimentos e prefira consumir aqueles que são preparados em casa ao invés dos industrializados. Evite frios, embutidos, conservas, enlatados, temperos prontos, entre outros.

PRATIQUE ATIVIDADE FÍSICA

O sedentarismo está relacionado ao desenvolvimento de doenças cardíacas. Pode também ter impacto em outros fatores de risco, como obesidade, pressão alta, triglicérides altos, baixos níveis do colesterol bom e diabetes. Atividade física regular pode melhorar esses fatores de risco, além de amenizar os sintomas da menopausa.

EVITE FUMAR

O fumo eleva o risco de doenças cardiovasculares. Fumar cigarros promove arteriosclerose e eleva os níveis de fatores coagulantes do sangue, como fibrinogênio. A nicotina eleva a pressão sanguínea e o monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio que o sangue pode transportar

Escolha sua fruta

É bem verdade que as frutas fazem muito bem para a saúde e por isso devem ser incluídas diariamente na nossa alimentação. Contudo, elas também contêm calorias, açúcares e às vezes até mesmo gorduras, e por isso seu consumo não deve ser abusivo, especialmente para quem tem diabetes. Um indivíduo normal deve consumir de 3 a 5 porções de frutas ao dia, enquanto o indivíduo com diabetes apenas 3.

Segue abaixo uma relação de frutas divididas em diversas categorias para ajudar você a fazer a melhor escolha:

Menos calóricas: carambola, limão, mamão, melancia, melão, morango

Valor calórico moderado: abacaxi, ameixa, amora, cajá, caju, cereja, damasco, figo, framboesa, goiaba, graviola, jabuticaba, jaca, kiwi, laranja, lichia, maçã, manga, maracujá, nectarina, nêspera, pera, pêssego

Valor calórico alto: caqui, cupuaçu, uva

Mais calóricas: abacate, açaí, banana, coco, fruta do conde


Mais calóricas e com maior teor de gorduras: coco, abacate e açaí (em ordem decrescente)

Para diabéticos:

Menor teor de açúcar: abacate, carambola, limão, mamão, melancia, melão, morango

Teor de açúcar moderado: abacaxi, ameixa, caju, cereja, coco, cupuaçu, damasco, framboesa, goiaba, graviola, jabuticaba, kiwi, laranja, maçã, manga, nectarina, pêssego, pera

Alto teor de açúcar: banana, caqui, figo, fruta do conde, jaca, maracujá, uva

Refluxo

O refluxo gastroesofágico nada mais é do que o retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, fenômeno conhecido popularmente por azia ou queimação. Todos nós ocasionalmente já tivemos esses sintomas, mas quando esse incômodo passa a ser frequente o refluxo torna-se uma doença.

O esôfago é um tubo muscular responsável por encaminhar os alimentos que deglutimos até o estômago. Esse último, por sua vez, apresenta em sua entrada um esfíncter, que serve como uma verdadeira porta que impede que o conteúdo do estômago volte para o esôfago. Porém, em alguns casos, o esfíncter pode falhar por algum motivo, não conseguindo então conter o conteúdo estomacal.

Quando a sensação de queimação for frequente, é muito importante procurar um médico para que ele dê um diagnóstico. O conteúdo ácido do estômago em contato com a mucosa do esôfago por períodos prolongados pode levar à esofagite de refluxo, uma inflamação que pode levar a sérias complicações.

Do ponto de vista da Nutrição, existem algumas medidas a serem tomadas que podem ajudar a evitar a ocorrência de refluxo. São elas:


Fracionar a alimentação

Evitar o consumo de chocolate, alimentos ácidos, gordurosos e condimentados
Evitar bebidas gaseificadas, café, chá mate, chá preto, chá verde e álcool
Manter um peso saudável
Evitar a ingestão de alimentos por 3 horas antes de deitar
Elevar a cabeceira da cama em 20cm
Evitar roupas apertadas
Não fumar

Onde tem mais vitamina C?

Onde tem mais vitamina C?

Se você pensou na laranja ou no limão, errou!
A vitamina C ajuda na produção e manutenção do colágeno, auxilia no processo de cicatrização, melhora a absorção do ferro da dieta (o que é particularmente interessante para pessoas com anemia) e ainda possui ação antioxidante, ou seja, protege as nossas células contra os danos causados pela ação de radicais livres, e por isso auxilia na prevenção de doenças e no retardo do processo de envelhecimento.
Veja a seguir os alimentos que contém o maior teor de vitamina C por 100g:

Acerola - 1678mg
Caju - 219mg
Pimentão vermelho cru - 190mg
Pimentão amarelo cru - 184mg
Goiaba - 184mg
Pimentão vermelho cozido - 171mg
Couve crua - 120mg
Kiwi - 98mg
Couve refogada - 97mg
Pimentão verde cru - 89mg
Couve de bruxelas crua - 85mg
Brócolis cozido - 75mg
Pimentão verde cozido - 74mg
Mamão papaia - 62mg
Repolho roxo cru - 57mg
Morango - 57mg
Laranja - 53mg

É importante lembrar que a exposição à luz e ao calor faz com que os alimentos tenham perda dessa vitamina. Para aproveitar ao máximo a vitamina C que eles contêm, evite cozinhar verduras, legumes ou até frutas por muito tempo, e procure mantê-los em lugares frescos (se possível sob refrigeração) e ao abrigo da luz. O consumo de vegetais crus ou cozidos no vapor também é uma
boa opção.

Nutrição

Vai Tomate Ai?

Utilizado em diversas preparações, o popular tomate ajuda a combater o envelhecimento e reduzir os riscos de doenças crônicas, especialmente o câncer de próstata. Tudo isso por conta de uma substância chamada licopeno, que tem ação antioxidante.
O tomate pode ser consumido cru mas, quando cozido, como por exemplo no molho do macarrão, o licopeno é melhor aproveitado pelo organismo. Quanto mais vermelho o tomate, maior a concentração de licopeno. Os alimentos processados à base de tomate, como molhos, purês e ketchup também são boas fontes dessa substância e, assim como o tomate, podem ser consumidos todos os dias. No entanto, é importante ficar atento ao alto teor de sódio de alguns desses produtos industrializados


Vinho: Mocinho ou Vilão?

Aproveitando o fim do ano e a chegada das festas, vamos falar sobre uma bebida muito presente nessa época: o vinho. Mas afinal será que, como dizem, ele faz realmente bem?
Diversos estudos apontam uma série de efeitos benéficos promovidos pelo consumo moderado de vinho, dentre eles, a redução da mortalidade e das hospitalizações por doença arterial coronária. Isso ocorre porque a uva, sua matéria-prima, é uma das maiores fontes de compostos fenólicos. Esses compostos possuem atividade antioxidante, inibindo a oxidação do LDL-colesterol (colesterol ruim) e, portanto, também o desenvolvimento de aterosclerose, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Além da ação antioxidante, possuem mecanismos antiplaquetários, anti-inflamatórios e vasodilatadores. O álcool presente no vinho pode atuar na elevação do nível sanguíneo de HDL-colesterol, o colesterol bom, e reforça a proteção cardiovascular.
Como o vinho deve ser consumido e quais os tipos mais aconselháveis?


Os vinhos tintos oferecem maiores benefícios do que os rosados e brancos em função do seu maior teor de compostos fenólicos.
Estudos relacionando o consumo de vinhos e risco de doenças cardíacas têm descoberto que pessoas que nunca bebem vinho têm risco mais elevado que aquelas que o consomem moderadamente. Por ser uma bebida alcoólica, não devemos esquecer que o consumo excessivo leva a efeitos indesejáveis (inclusive aumento de peso, já que o álcool possui 7kcal/g), e passa a ser não um fator de proteção, mas de risco para as doenças cardiovasculares e outras doenças mais. Além disso, o consumo por pessoas portadoras de determinados problemas de saúde (hipertensão, dislipidemias, diabetes, etc) e/ou que tomam algum medicamento não é indicado. Nesses casos pode-se fazer uso do suco de uva tinto integral, que também é rico em compostos fenólicos.
O consumo moderado de álcool é definido como até 1 dose por dia para as mulheres e até 2 doses por dia para os homens, sendo uma dose considerada o equivalente a 15ml de álcool, o que corresponde a 120ml de vinho. Esses valores não constituem uma recomendação, mas sim um limite.
Vale salientar, contudo, que o aspecto mais importante na prevenção de eventos cardiovasculares é ter um estilo de vida saudável, que engloba uma alimentação equilibrada, ausência de tabagismo, prática de atividades físicas e a manutenção de um peso adequado.


A Saúde entre Bons e Maus Governos

“Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar.”
( Sócrates )


Em épocas de eleições, aqueles mais conscientes procuram sempre olhar para tráz, avaliar o que foi feito e escolhar o candidato que tenha um melhor perfil de realizações em torno de suas preferências. Muitas vezes conta mais a experiência. Mas se não há uma experiência avaliada como sólida pelas nossas expectativas, as vezes vale a pena apostar no novo e correr o risco. Promessas eleitorais são sempre promessas. Muitos dizem o que vão fazer, mas não dizem como. E entre o como e as reais possibilidades pode haver uma enorme diferença. Se não investigamos tudo isso, compramos gato por lebre.
Os bons governos procuram atender às necessidades de suas populações e seus governantes e funcionários são dedicados servos do interesse público, buscando conhecer as fontes de insatisfação e o que falta para gerar oportunidades reais e felicidade para seus governados, não apenas no presente, mas mirando o futuro.
Os maus governos são aqueles que usam o Estado em benefício próprio dos governantes e quando atendem os interesses da população, atendem aqueles mais fáceis e baratos. Propagandeam o aqui e agora, e não levam adiante o penoso trabalho de construção da cidadania e da equidade. Dão o peixe, mas não ensinam a pescar. Dão o circo, mas não geram oportunidades para que a população encontre seus próprios meios de crescimento e felicidade. Usam a população não para atendê-la como fim, mas como meio de perpetuar o poder e as riquezas nas mãos dos governantes e de seus patrocinadores. Não admitem a alternância no poder e frequentemente dão golpes brancos e mudam as regras para permanecer o máximo de tempo possível no governo se beneficiando privadamente da máquina pública. Discursam sobre a base da demagogia e de ideologias etéreas e distribuem migalhas que não fazem nem crescer a consciência e nem gerar as oportunidades para as presentes e futuras gerações. Se dizem povo ainda que hajam de forma diametralmente oposta às necessidades populares. São os maiores responsáveis pela perpetuação das desigualdades reais, que não se resolvem com a distribuição momentanea de benesses, mas sim com a redução real das inequidades de conhecimento, de destrezas, de habilidades e de pleno gozo dos direitos civis, políticos e sociais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Saúde

A definição de saúde possui implicações legais, sociais e econômicas dos estados de saúde e doença; sem dúvida, a definição mais difundida é a encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde: saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.

Etimologia

Latim salútem = salvótem, acusativo de salus (bem), que vem da mesma raiz de sàlvus (salvo)
Sânscrito sàrva = íntegro, onde sarv-àtati = integridade
Latim Sallus = integridade do próprio bem-estar.
Definições
Quando a Organização Mundial da Saúde foi criada, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial, havia uma preocupação em traçar uma definição positiva de saúde, que incluiria fatores como alimentação, atividade física, acesso ao sistema de saúde e etc. O "bem-estar social" da definição veio de uma preocupação com a devastação causada pela guerra, assim como de um otimismo em relação à paz mundial — a Guerra Fria ainda não tinha começado. A OMS foi ainda a primeira organização internacional de saúde a considerar-se responsável pela saúde mental, e não apenas pela saúde do corpo.
A definição adotada pela OMS tem sido alvo de inúmeras críticas desde então. Definir a saúde como um estado de completo bem-estar faz com que a saúde seja algo ideal, inatingível, e assim a definição não pode ser usada como meta pelos serviços de saúde. Alguns afirmam ainda que a definição teria possibilitado uma medicalização da existência humana, assim como abusos por parte do Estado a título de promoção de saúde.
Por outro lado, a definição utópica de saúde é útil como um horizonte para os serviços de saúde por estimular a priorização das ações. A definição pouco restritiva dá liberdade necessária para ações em todos os níveis da organização social.
Christopher Boorse definiu em 1977 a saúde como a simples ausência de doença; pretendia apresentar uma definição "naturalista". Em 1981, Leon Kass questionou que o bem-estar mental fosse parte do campo da saúde; sua definição de saúde foi: "o bem-funcionar de um organismo como um todo", ou ainda "uma actividade do organismo vivo de acordo com suas excelências específicas." Lennart Nordenfelt definiu em 2001 a saúde como um estado físico e mental em que é possível alcançar todas as metas vitais, dadas as circunstâncias.
As definições acima têm seus méritos, mas provavelmente a segunda definição mais citada também é da OMS, mais especificamente do Escritório Regional Europeu: A medida em que um indivíduo ou grupo é capaz, por um lado, de realizar aspirações e satisfazer necessidades e, por outro, de lidar com o meio ambiente. A saúde é, portanto, vista como um recurso para a vida diária, não o objetivo dela; abranger os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas, é um conceito positivo.
Essa visão funcional da saúde interessa muito aos profissionais de saúde pública, incluindo-se aí os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e os engenheiros sanitaristas, e de atenção primária à saúde, pois pode ser usada de forma a melhorar a eqüidade dos serviços de saúde e de saneamento básico, ou seja prover cuidados de acordo com as necessidades de cada indivíduo ou grupo.
Determinantes da saúde
O relatório Lalonde sugere que existem quatro determinantes gerais de saúde, incluindo biologia humana, ambiente, estilo de vida e assistência médica Assim, a saúde é mantida e melhorada, não só através da promoção e aplicação da ciência da saúde, mas também através dos esforços e opções de vida inteligentes do indivíduo e da sociedade.
O Alameda County Study analisa a relação entre estilo de vida e saúde. Descobriu que as pessoas podem melhorar sua saúde através de exercício, sono suficiente, mantendo um pesosaudável, limitando o uso de álcool e evitando fumar.
Um dos principais factores ambientais que afetam a saúde é a qualidade da água, especialmente para a saúde dos lactentes e das crianças em países em desenvolvimento.
Estudos mostram que em países desenvolvidos, a falta de espaços de lazer no bairro que inclua o ambiente natural conduz a níveis mais baixos de satisfação nesses bairros e níveis mais elevados de obesidade e, portanto, menor bem-estar geral. Por isso, os benefícios psicológicos positivos do espaço natural em aglomerações urbanas devem ser levados em conta nas políticas públicas e de uso da terra.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os principais determinantes da saúde incluem o ambiente social e econômico, o ambiente físico e as características e comportamentos individuais da pessoa. Em geral, o contexto em que um indivíduo vive é de grande importância na sua qualidade de vida e em seu estado de saúde. O ambiente social e econômico são fatores essenciais na determinação do estado de saúde dos indivíduos dado o fato de que altos níveis educacionais estão relacionados com um alto padrão de vida, bem como uma maior renda. Geralmente, as pessoas que terminam o ensino superior têm maior probabilidade de conseguir um emprego melhor e, portanto, são menos propensas ao estresse em comparação com indivíduos com baixa escolaridade.
O ambiente físico é talvez o fator mais importante que deve ser considerado na classificação do estado de saúde de um indivíduo. Isso inclui fatores como água e ar limpos, casas, comunidades e estradas seguras, todos contribuindo para a boa saúde.

A percepção de saúde varia muito entre as diferentes culturas, assim quanto as crenças sobre o que traz ou retira a saúde. A OMS define ainda a Engenharia sanitária como sendo um conjunto de tecnologias que promovem o bem-estar físico, mental e social. Sabe-se que sem o saneamento básico (sistemas de água, de esgotos sanitários e de limpeza urbana) a saúde pública fica completamente prejudicada.

A OMS reconhece ainda que a cada unidade monetária (dólar, euro, real, etc.) dispendida em saneamento economiza-se cerca de quatro a cinco unidades em sistemas de saúde (postos, hospitais, tratamentos,etc.) e que cerca de 80% das doenças mundiais são causadas por falta de água potável suficiente para atender as populações necessitadas.


Profissões da área da saúde

Ver artigo principal: Profissional da área da saúde

O Estado republicano obriga à regulamentação das profissões consideradas indispensáveis para o bem-estar do cidadão brasileiro, através da prática assistencial responsável e segura ao ser humano. No Brasil, a regulamentação das profissões de saúde se dá através de decretos e leis somente em nível federal, envolvendo o Congresso Nacional do Brasil e o Presidente da República.


As profissões regulamentadas na área da Saúde no Brasil, em ordem cronológica pela primeira lei de exercício, são:

Especialidades médicas
Clínicas
Cirúrgicas
Mistas
Diversas

AlergologiaAnestesiologiaEndoscopiaGenética médicaMedicina de família e comunidadeMedicina do trabalhoMedicina do tráfegoMedicina esportivaMedicina intensivaMedicina física e reabilitaçãoMedicina legalMedicina nuclearMedicina preventivaNutrologiaPatologiaPatologia clínica e medicina laboratorialPsiquiatriaRadiologia e diagnóstico por imagemRadioterapia

Outros profissonais de saúde

Odontologia - 1931;
Farmácia - 1932;
Enfermagem - 1955;
Nutrição - 1967;
Veterinária - 1968;
Fisioterapia - 1969;
Terapia Ocupacional - 1969;
Psicologia - 1971;
Biomedicina - 1979;
Fonoaudiologia - 1981;
Educação Física - 1998;
Serviço Social - 1999;
Profissional de Educação Física - 2000;
Especialidades médicas e outras profissões
Referências

 Saúde Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.