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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Depressão Nervosa


A depressão nervosa ou depressão major é um tipo de perturbação do humor. O Humor pode ser definido como uma emoção difusa e persistente que modifica a percepção do mundo. O humor afecta o modo de agir (o comportamento). O humor poderá também afectar o modo como se sente em relação a si próprio(a) e em relação à vida em geral. A depressão é um estado de humor triste e infeliz, impossível de controlar. Mais do que uma alteração quantitativa, é uma alteração qualitativa. Poderá sofrer de uma depressão caso se sinta bastante triste há, pelo menos, dois meses.

Causas da depressão nervosa:

A depressão nervosa pode ser provocada por uma alteração stressante na sua vida. As mulheres (e ainda mais as casadas e com filhos) são mais propensas a sofrerem de depressões do que os homens. Poderá ter mais probabilidades de sofrer de depressão caso:


Algum familiar tenha sofrido de alguma perturbação do humor.
Se encontre na faixa etária entre os 25 e os 44 anos de idade.
Abuse das drogas ou do álcool.
Tenha sofrido alguma perda recente, como a perda de uma pessoa ou do emprego.
Tenha acontecido algo de mau, como por exemplo um assalto.

Sinais e sintomas da depressão nervosa:

A depressão poderá começar de forma lenta. As outras pessoas poderão reparar nas alterações ocorridas antes mesmo da própria pessoa. Os hábitos de sono, os hábitos alimentares, o peso e o nível de energia poderão alterar-se. Os seus sentimentos em relação ao sexo, ao convívio com outras pessoas, ou em relação ao seu futuro poderão alterar-se. Poderá chorar mais do que o habitual. Por vezes as pessoas que sofrem de depressão pensam em magoar-se a si próprias (suicídio) ou em magoar outras pessoas (homicídio).

Diagnóstico – Como se Diagnostica:

CID 10 – Nos Episódios Depressivos típicos a pessoa sofre de humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida levando a uma fatigabilidade aumentada e actividade diminuída. Cansaço marcante após esforços apenas leves é comum. Outros sintomas são:


concentração e atenção reduzidas;

estima e auto-confiança reduzidas;c) ideias de culpa e de inutilidade;

visões pessimistas do futuro;


ideias ou actos auto-lesivos ou suicídio

alterações do sono

alterações do apetite

Prevenção – Cuidados a ter:

A consulta ao médico deve ser precoce no tempo, pois deste facto vai em parte depender o tempo de tratamento. Não tomar os chamados calmantes (Benzodiazepinas), de forma automedicamentalizada, pois podem agravar os sintomas depressivos. Os chamados acontecimentos de vida devem ser lidados com ajuda do seu médico ou de pessoas que lhe são próximas, não esquecendo que lidar não implica forçosamente resolver. Poderá ser necessário deixar temporariamente de trabalhar porque a sensação de incapacidade pode agravar os sintomas depressivos.Ter em atenção os efeitos secundários da terapêutica, nomeadamente na utilização de máquinas ou condução.

Riscos e Complicações:

Incapacidade para manter uma vida de relação satisfatória.
Tomada de decisões precipitadas e com repercussões negativas futuras.
Suicidio.

Tratamento da depressão nervosa:

Poderá ser necessário efectuar análises ao sangue, fazer raios-x, um ECG ou uma TAC. Poderá e deverá ainda necessitar de tomar medicamentos para controlar a depressão – antidepressivos. Começará por ser observado(a) numa clínica ou num consultório médico. Poderá ser necessário consultar o médico 1 a 4 vezes por mês. Se pensar em magoar-se a si próprio(a) ou em magoar outras pessoas, contacte imediatamente o médico. Poderá ser necessário recorrer ao internamento hospitalar para ser submetido(a) a tratamentos.

Lidar com a situação: É complicado aceitar que se sofre de uma depressão major. Poderá, assim como os que lhe são próximos, sentir-se revoltado(a), triste ou assustado(a). São sentimentos normais. Fale sobre eles com o médico, familiares ou com os amigos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pensamentos Negativos

                                 

Todas as pessoas precisam aprender a preparar sua mente, assim a luz reinará.
Sempre que estiveres prestes a adquirir pensamentos negativos lembre-se que eles atrairão
acontecimentos semelhantes, então passe a pensar imediatamente em coisas boas e elas
conseqüentemente se manifestaram.
Acontecimentos desagradáveis não devem ficar gravados em sua mente, e sim pensar que aquela
situação manifestada foi o prenúncio de algum bom acontecimento que melhorará ainda mais o seu destino. Assim transformará o acontecimento infeliz em "chance" para um futuro luminoso, procurando sempre expulsar da mente o receio de acontecimentos ruins.
Descobrindo o lado positivo de todas as coisas, pois sempre há, as trevas jamais se aproxima, ela não tem poder para com uma mente luminosa e positiva. Coloque em prática e acredite, os resultados serão surpreendentes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Saiba 10 atitudes que afastam ansiedade e depressão


O uso de fármacos no tratamento de depressão e ansiedade é algo muito comum. Mas para a psiquiatra americana Sheenie Ambardar, o bem-estar emocional pode ser alcançado com atitudes bem simples. O site Huffing Post listou dez ações simples que ajudam a conter quadros de ansiedade e depressão e contribuem para melhorias na saúde mental Foto: Getty ImagesO uso de fármacos no tratamento de depressão e ansiedade é algo muito comum. Mas para a psiquiatra americana Sheenie Ambardar, o bem-estar emocional pode ser alcançado com atitudes bem simples. O site Huffing Post listou dez ações simples que ajudam a conter quadros de ansiedade e depressão e contribuem para melhorias na saúde mental.

Limite seu tempo no Facebook: o Facebook é algo saudável quando usado para manter contato com amigos. No entanto, as redes sociais podem se tornar prejudiciais se usadas para manter o controle sobre o outro. Isso pode levar as pessoas a quadros de insegurança, ciúme e sentimentos negativos. No início, limitar o acesso a esses sites pode ser dificil, porém, o esforço valerá a pena Foto: Getty ImagesLimite seu tempo no Facebook: o Facebook é algo saudável quando usado para manter contato com amigos. No entanto, as redes sociais podem se tornar prejudiciais se usadas para manter o controle sobre o outro. Isso pode levar as pessoas a quadros de insegurança, ciúme e sentimentos negativos. No início, limitar o acesso a esses sites pode ser dificil, porém, o esforço valerá a pena.

Viva sua vida: muitas vezes, a depressão surge quando a pessoa percebe que não vive sua própria vida e está sempre em busca de agradar os outros. Mas, a vida é sua e você precisa estabelecer limites e evitar as influências negativas Foto: Getty ImagesViva sua vida: muitas vezes, a depressão surge quando a pessoa percebe que não vive sua própria vida e está sempre em busca de agradar os outros. Mas, a vida é sua e você precisa estabelecer limites e evitar as influências negativas.

Escreva: manter um diário ou um registro com seus pensamentos pode ser uma das maneiras mais eficazes de lidar com transtornos de humor. O simples ato de escrever nossos pensamentos e sentimentos pode servir como uma catarse profunda Foto: Getty Images


Escreva: manter um diário ou um registro com seus pensamentos pode ser uma das maneiras mais eficazes de lidar com transtornos de humor. O simples ato de escrever nossos pensamentos e sentimentos pode servir como uma catarse profunda


Não se compare: viver se comparando com os outros pode ser uma das maneiras mais rápidas de agravar a depressão e ansiedade. Tente se concentrar em você mesmo, em sua própria melhoria, e sua própria vida Foto: Getty ImagesNão se compare: viver se comparando com os outros pode ser uma das maneiras mais rápidas de agravar a depressão e ansiedade. Tente se concentrar em você mesmo, em sua própria melhoria, e sua própria vida

Tome vitaminas: óleo de peixe e as vitaminas do complexo B são ótimos aliados para combater a depressão. Estudos apontam que o óleo de peixe, por ser rico em Ômega 3, pode afastar alguns sintomas deste transtorno. Enquanto as vitaminas do Complexo B são úteis na regulação do humor Foto: Getty ImagesTome vitaminas: óleo de peixe e as vitaminas do complexo B são ótimos aliados para combater a depressão. Estudos apontam que o óleo de peixe, por ser rico em Ômega 3, pode afastar alguns sintomas deste transtorno. Enquanto as vitaminas do Complexo B são úteis na regulação do humor

Converse: frequentemente, pacientes deprimidos se sentem solitários. Muitos passam dias ou até mesmo semanas sem ter contato com outras pessoas. O simples ato de interagir pode melhorar o humor. Ações como falar “bom dia” ou simplesmente sorrir para estranhos podem melhorar bastante o seu dia Foto: Getty ImagesConverse: frequentemente, pacientes deprimidos se sentem solitários. Muitos passam dias ou até mesmo semanas sem ter contato com outras pessoas. O simples ato de interagir pode melhorar o humor. Ações como falar “bom dia” ou simplesmente sorrir para estranhos podem melhorar bastante o seu dia

Leia sobre espiritualidade: isto pode parecer estranho, principalmente para ateus e agnósticos. Mas, ler sobre espiritualidade por ajudar a ver a grandiosidade do universo. Isso nos faz recuperar o sentimento de conforto e domínio sobre nossa vida Foto: Getty ImagesLeia sobre espiritualidade: isto pode parecer estranho, principalmente para ateus e agnósticos. Mas, ler sobre espiritualidade por ajudar a ver a grandiosidade do universo. Isso nos faz recuperar o sentimento de conforto e domínio sobre nossa vida

 

 Tenha objetivos: não importa se você tem pequenos ou grandes objetivos. O importante é ter metas, como perder alguns quilos, praticar novos esportes ou até mesmo viajar para lugares desconhecidos. Vagar sem rumo pode criar um desconforto emocial. Ao se dedicar a algo que lhe faça bem, sua vida terá mais sentido Foto: Getty ImagesTenha objetivos: não importa se você tem pequenos ou grandes objetivos. O importante é ter metas, como perder alguns quilos, praticar novos esportes ou até mesmo viajar para lugares desconhecidos. Vagar sem rumo pode criar um desconforto emocial. Ao se dedicar a algo que lhe faça bem, sua vida terá mais sentido

Experimente o silêncio: as pessoas que tiram um tempo para elas têm menores chances de desenvolver quadros depressivos. Se possível, reserve ao menos 15 minutos do seu dia para meditar, fazer ioga, ler um livro, fazer uma oração ou até mesmo tomar um banho demorado. Isso afasta problemas e pensamentos negativos da rotina Foto: Getty ImagesExperimente o silêncio: as pessoas que tiram um tempo para elas têm menores chances de desenvolver quadros depressivos. Se possível, reserve ao menos 15 minutos do seu dia para meditar, fazer ioga, ler um livro, fazer uma oração ou até mesmo tomar um banho demorado. Isso afasta problemas e pensamentos negativos da rotina

Busque a felicidade: ser feliz é um estado de espírito, e demanda prática e esforço para ser conquistada. Você tem que estar disposto a cortar os maus hábitos e pessoas, e fazer mudanças em suas próprias expectativas. Mas relaxe e não tenha pressa. Você deve respeitar seu tempo Foto: Getty ImagesBusque a felicidade: ser feliz é um estado de espírito, e demanda prática e esforço para ser conquistada. Você tem que estar disposto a cortar os maus hábitos e pessoas, e fazer mudanças em suas próprias expectativas. Mas relaxe e não tenha pressa. Você deve respeitar seu tempo


sábado, 22 de setembro de 2012

O que é Depressão?

O que é Depressão?

Depressão (do latim depressione) é uma palavra freqüen- temente usada para descrever nossos sentimentos. Em primeiro lugar, depressão não é um estado de tristeza profunda nem desânimo, preguiça, estresse ou mau humor. A depressão, enquanto evento psiquiátrico, é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Mesmo assim, podemos considerar a depressão como natural período de transição. São tempos de mudanças e crescimento, épocas que antecedem novos horizontes de amadurecimento do ser em constante processo de evolução.

Para entendermos melhor essa diversidade de sintomas de- pressivos, vamos considerar que, entre as pessoas, a depressão seria como uma bebedeira geral, onde cada pessoa alcoolizada ficasse de um jeito: uns alegres, outros tristes, irritados, engraçados, dorminhocos, libertinos... A única coisa que todos teriam em comum é o fato de estarem sob efeito do álcool, todos estariam tontos, com os reflexos diminuídos, etc. Na depressão também. Cada personalidade se manifestará de uma maneira.

Na verdade, ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Tipos de Depressão

Há dois tipos de depressão: monopolar (não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). A depressão bipolar se caracteriza pelo transtorno afetivo, ou seja, a alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.


Causas

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Em nosso cérebro existem mensageiros químicos chamados neuro-transmissores que ajudam a controlar as emoções. Os dois mensageiros principais são a serotonina e a norepinefrina. Os níveis aumentam ou diminuem, mudando nossas emoções. Quando os neuro-transmissores encontram-se em equilíbrio, sentimos a emoção certa para cada ocasião. Quando alguém está deprimido, os mensageiros químicos não estão em equilíbrio. Mas isso ocorre em algumas pessoas e não em outras. Sendo que em certas famílias é mais freqüente. Por isso, a tendência genética ainda é alvo de estudos para que se encontre a causa da depressão.

Eventos estressantes como perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave e pequenas contrariedades, ainda não são considerados fortes suficientes para desencadear depressão. Porém, em pessoas que têm a tendência genética, esses fatores podem se transformar em depressão. Além disso, alguns medicamentos, como os remédios para pressão alta, podem causar depressão. O álcool e algumas drogas ilegais podem piorar a depressão.

Sintomas - Você sofre de depressão?

Como outras doenças, a depressão tem certos sintomas. Uma vez que esses sintomas são reconhecidos, pode-se tomar providências para o tratamento. Faça o seguinte teste para saber se você (ou alguém de sua família ou um amigo) pode estar deprimido. Durante a maior parte das duas últimas semanas, você:


Sentiu-se triste, preocupado ou aborrecido?

Sentiu que sua vida era monótona, sem possibilidades de melhorar?

Tem tido crises de choro?

Ficou irritado com coisas pequenas que antes não o perturbavam?

Não se diverte mais com seus passatempos ou atividades que antes o alegravam?

Sentiu falta de autoconfiança ou sentiu-se fracassado?

Tem dificuldade para dormir, ou tem dormido muito?

Tem dificuldade de concentração ou de tomar decisões?

Tem menos interesse em sexo do que antes?

Tem pensado em morte e/ou suicídio?


Se algumas respostas foram afirmativas, este possivelmente é um quadro depressivo. Mas para afirmarmos que o paciente está deprimido, temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia e quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado, e pelo contrário, movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança, desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.


Tratamento


O primeiro passo no tratamento é consultar o médico que irá estabelecer as causas. Atendimento médico, medicação antidepressiva, aconselhamento e apoio da família e amigos são meios eficazes no tratamento. Orientação, entendimento e cuidados nas dosagens das medicações são os passos fundamentais.

O médico precisa conhecer os sintomas e saber por quanto tempo você tem se sentido deprimido. A visita pode incluir um exame físico e testes laboratoriais. Assim, os problemas físicos podem ser descartados, e o médico irá poder fazer um plano de tratamento efetivo para você. Seu médico poderá fazer algumas perguntas, como:



Alguém em sua família sofre de depressão?

Você está tomando algum medicamento?

Você sofreu alguma alteração ou perda importante em sua vida?

Você tem tido alterações no sono ou no apetite?

Você tem pensado em morte ou suicídio?

Você tem dificuldade de se concentrar no trabalho?

Você tem sentido mudanças no desejo sexual?


Estatísticas


Os períodos depressivos são mais comuns no sexo feminino. Sendo 3,2% no feminino e 1,9% no sexo masculino.

Estima-se que 5,8% dos homens e 9,5% das mulheres passarão por períodos depressivos em 12 meses.

A depressão contínua afeta de 15% a 20% das mulheres e de 5% a 10% dos homens.

Em 20% dos casos, a depressão segue um curso contínuo, especialmente quando não há tratamento adequado.

Embora a depressão possa manifestar-se em qualquer momento, a incidência mais alta é nas idades médias. Mas há um crescimento reconhecido durante a adolescência e início da vida adulta. Portanto, manifesta-se com maior freqüência entre os 20 e 50 anos.

Aproximadamente 2/3 das pessoas com depressão não fazem tratamento. Entre os pacientes que procuram o clínico geral, apenas 50% são diagnosticados corretamente.

A maioria dos pacientes não tratados irá tentar suicídio pelo menos uma vez. Sendo que 17% conseguem se matar.

Com tratamento correto, 70% a 90% dos pacientes recuperam-se.

Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)



Extraído de www.psicosite.com.br

UM SUICÍDIO ACONTECE A CADA 40 SEGUNDOS


A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo, o que eleva para um milhão por ano o número daqueles que decidem tirar a própria vida, uma epidemia que cada vez mais se estende aos jovens, segundo denuncia a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na próxima segunda-feira, dia 10 de setembro, se lembra o Dia para a Prevenção do Suicídio, um fenômeno que afeta todas as regiões do mundo e todos os grupos de idade, e que é especialmente preocupante porque para cada suicídio há 20 tentativas fracassadas. No entanto, em meio século houve uma mudança de tendência: se em 1950 60% dos suicídios eram protagonizados por pessoas com mais de 45 anos, atualmente, 55% dos que tiram a vida são mais novos que isto.

De fato, o suicídio é a terceira causa de morte entre as pessoas de 15 a 44 anos, e entre os jovens de 10 a 24 anos, mundialmente, o suicídio constitui a segunda causa de morte.

Os índices de suicídios entre os jovens aumentaram tanto que em um terço dos países esta faixa de idade é considerada a de "maior risco" pela OMS. "As causas exatas do porquê desta mudança de tendência não sabemos. É um fenômeno que afeta todos os países e que está aumentando, mas as razões principais não as conhecemos, são muitas, variadas e mudam muito de caso a caso", assinalou em entrevista à Agência Efe Alexandra Fleischmann, do departamento de Saúde Mental da OMS.

Em geral, as mulheres realizam mais tentativas de suicídios do que os homens, mas estes são mais efetivos porque usam métodos mais radicais (como armas de fogo ou pesticidas) frente ao abuso de remédios por parte das mulheres. Os fatores que determinam uma tentativa de suicídio são múltiplos e variados - psicológicos, sociais, biológicos, culturais e ambientais -, mas, generalizando, se pode afirmar que as desordens mentais (depressão e uso desproporcional do álcool, especialmente) são um fator maior de risco na Europa e nos Estados Unidos, enquanto nos países asiáticos o impulso "representa um papel essencial".

"Por exemplo, nas zonas rurais da Ásia há um grande problema com os pesticidas. Em uma situação de desespero, os agricultores tomam impulsivamente o pesticida e morrem rapidamente", explicou Alexandra. "Além disso, nas zonas remotas, o acesso aos estabelecimentos de saúde é muito mais difícil. Se a tentativa de suicídio é realizada em um apartamento de uma grande cidade desenvolvida, essa pessoa pode ser levada de urgência a um hospital e ser salva", acrescentou.

Com relação à América Latina, a região mantém tradicionalmente baixos níveis de suicídios, apesar de existirem grandes diferenças entre os países, como revela o 1,9 por cada 100.000 homens peruanos que tiram a própria vida, frente aos 26 por cada 100.000 dos homens uruguaios.

"Tradicionalmente as taxas na América Latina se mantiveram baixas, mas vemos a mesma tendência que no resto do mundo, ou seja, o aumento dos índices, sobretudo entre os jovens", destacou a especialista. Alexandra explicou que os recentes estudos revelam que apesar dos países escandinavos continuarem tendo altas taxas de suicídios, o fenômeno se estende na Europa do Leste e, particularmente, na Ásia, "em grandes países como China e Índia, com uma grande população e com imensos problemas ligados ao desenvolvimento e à globalização".

Consultada sobre o aumento de suicídios relacionados à crise econômica que afeta alguns países da Europa, Alexandra afirmou que, na maioria dos casos, as pessoas que os cometeram eram previamente "vulneráveis", e a pressão só exacerbou a situação. Perante isto, a OMS recomenda atuações multidisciplinares, como a formação do pessoal de educação e saúde, a restrição do acesso aos métodos (pistolas, pesticidas, remédios), "cuidar" da apresentação pública dos casos (evitar publicá-los na imprensa), entre outros.

A especialista alertou sobre o perigo que representa a falta de consciência sobre a importância do problema e o fato de que seja um tema tabu em muitas sociedades.

A partir do Portal Terra. Leia no original

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Transtorno Bipolar

Como categorizado pelo DSM-IV e pelo CID-10, o distúrbio bipolar é uma forma de transtorno de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase maníaca ou hipomaníaca, que são estágios diferentes pela gradação dos seus sintomas, hiperatividade física e mental, e uma fase de depressão, inibição, lentidão para conceber e realizar ideias, e ansiedade ou tristeza. Juntos estes sintomas são comumente conhecidos como depressão maníaca

O transtorno bipolar foi descrito por Emil Kraepelin nos primórdios da história da psicopatologia e da psicanálise, enfatizando nesta época os estados maníacos e psicóticos. Hoje em dia existem uma série de medicamentos denominados estabilizadores do humor e antipsicóticos que trazem grandes melhoras às pessoas acometidas, podendo ter, na maioria das vezes, bom curso e prognóstico. Existem indicativos de fatores genéticos, e o estresse é o principal desencadeante, podendo ocorrer em qualquer faixa etária, mas a média de aparecimento é por volta dos trinta anos. As pessoas alternam ciclos mais ou menos graves de depressão e humor exaltado (mania ou hipomania). Podem existir ou não características psicóticas, dependendo da intensidade do distúrbio, tratamento e evolução.

Muitas pessoas possuem o transtorno sem ter um diagnóstico elaborado, muito tempo se passa até que se ultrapasse todos os tabus e que se venha a procurar tratamento com um profissional competente, ou seja, o psiquiatra, e também o psicólogo. Normalmente são anos, às vezes décadas. As crises no início são espaçadas, e quase não se percebe a diferença dos sintomas para os traços de personalidade do indivíduo, ou mesmo episódios isolados de tristeza, ou de muita alegria, competência nos trabalhos ou estudos, sensualidade, ou um certo descuido com a vida financeira. Por milhares de vezes esse diagnóstico nunca chega a ser dado, e o não-paciente, passa uma vida inteira entre altos e baixos, podendo por fim a sua própria vida, numa total solidão de vivências exacerbadas. Estima-se que 1 em cada 4 casos sejam diagnosticados.


Índice
1 Classificação
2 Introdução
3 Prevalência
4 Característica
5 Critérios Diagnósticos
5.1 Mania
5.2 Depressão
6 Principais sintomas
6.1 Como identificar o humor
7 Tratamento
7.1 Terapia ocupacional
7.2 Como controlar
8 Genialidade e o portador do transtorno bipolar
9 Referências
10 Ligações externas

Classificação


A depressão maníaca foi inicialmente descrita em fins do século XIX pelo psiquiatra Emil Kraepelin, que publicou seu conhecimento da doença em seu Textbook of Psychiatry. Existem várias variações do distúrbio bipolar:
TIPO I: Predomínio da fase maniaca com depressão mais leve (distimia).
TIPO II: Predomínio da fase depressiva com mania mais leve (hipomania).
MISTA: Quando os episódios possuem várias características tanto de mania quanto de depressão simultaneamente.
CICLOS RÁPIDOS: Quando os episódios variações humor duram menos de uma semana.
CICLOTIMIA: Os sintomas são persistentes por pelo menos dois anos, períodos em que sintomas de hipomania são leves e depressão ou distimia não são tão profundos para ser qualificados como Depressão maior.
Introdução

O transtorno bipolar do humor, também conhecido como distúrbio bipolar, é uma doença caracterizada por episódios repetidos, ou alternados, de mania e depressão. Uma pessoa com transtorno bipolar está sujeita a episódios de extrema alegria, euforia e humor excessivamente elevado (mania), e também a episódios de humor muito baixo e desespero (depressão). Entre os episódios, é comum que passe por períodos de normalidade.

Deve-se ter em conta que este distúrbio não consiste apenas de meros "altos e baixos". Altos e baixos são experimentados por praticamente qualquer pessoa, e não constituem um distúrbio. As mudanças de humor do distúrbio bipolar são mais extremas e mais duradouras que aquelas experimentadas pelas demais pessoas. Quando tanto a depressão quanto a mania são mais leves mas mais duradouras o transtorno passa a ser classificadas como ciclotimia.

O doente de distúrbio bipolar era também comumente chamado de "maníaco-depressivo", entretanto, este uso não é um termo usado atualmente entre os psiquiatras, que padronizaram o uso deKraepelin do termo depressão maníaca para descrever o espectro bipolar como um todo, que inclui tanto o distúrbio bipolar como a depressão; eles agora utilizam distúrbio bipolar para descrever a forma bipolar da depressão maníaca.

A natureza e duração dos episódios variam grandemente de uma pessoa para outra, tanto em intensidade quanto em duração. No caso grave, pode haver risco pessoal e material.
Prevalência

Seguindo os critérios médicos, o número de diagnósticos ficou entre 0,5% a 2,2% da população, para transtorno bipolar tanto tipo I quanto tipo II. Já seguindo um conceito de espectro bipolar mais amplo, ampliando seus limiares, as estimativas sobem para 5% a 8% da população. Não foram encontradas diferenças significativas na prevalência entre homens e mulheres na maioria dos estudos nem entre classes sociais, porém foi mais comum em solteiros e divorciados, provavelmente como consequência da doença. Em um estudo porém, foi consideravelmente (1,5:1) mais comum em mulheres.

A doença pode se manifestar em crianças, porém talvez pela dificuldade em identificá-la, o primeiro episódio costuma ser identificado em adolescentes e jovens adultos, por volta dos 15 a 25 anos. A prevalência em crianças e adolescentes é de cerca de 1% de diagnósticos e de cerca de 7,2% identificadas usando conceitos mais amplos.

A incidência desta patologia na população mundial tem crescido enormemente. Se fosse contagiosa, poderíamos considerar uma verdadeira epidemia. Quem de nós nunca teve contato com um portador da doença, que na maioria das vezes passa desapercebido ao nosso lado. Através de estatísticas elaboradas por todo o mundo, existem milhões de pessoas diagnosticadas com o transtorno.

Característica


No transtorno bipolar as mudanças de humor duram pelo menos uma semana, podendo durar meses. Porém existem casos de ciclagem mais rápida.

O paciente com bipolaridade pode chegar ao extremo da depressão ao tentar suicídio e, no outro extremo, a euforia de tentar escrever um livro num só dia, por exemplo.

Equivocada é a ideia de que a bipolaridade seria estar hiper contente pela manhã, triste à noite e com um sentimento médio à tarde. Tal ideia não traduz a bipolaridade. Na verdade a bipolaridade pode vir a se manifestar nos dois pólos da doença: depressão e mania. Hoje há remédios de última geração que controlam com sucesso qualquer alteração de humor para esses dois pólos da doença.

O transtorno bipolar é a patologia do eixo I mais associada ao uso indevido de substâncias psicoativas. Entre 60% a 85% dos portadores de TBH abusam de álcool alguma vez ao longo da vida.

Critérios Diagnósticos

Mania

Em clínicas de alcoolismo 20 a 30% são identificados como bipolar, e cerca de 50% como depressivos.

Segundo o DSM-IV, três ou mais dos seguintes sintomas persistirem por pelo menos uma semana
Auto-estima inflada ou sentimento de grandiosidade
Necessidade de sono diminuída (por ex., sente-se repousado depois de apenas 3-4 horas de sono)
Mais eloquente do que o habitual ou pressão por falar
Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão muito acelerados
Distratibilidade (isto é, a atenção é desviada com excessiva facilidade para estímulos externos insignificantes ou irrelevantes)
Aumento da atividade dirigida a objetivos (socialmente, no trabalho, na escola ou sexualmente) ou agitação psicomotora
Envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para consequências dolorosas (por ex., envolvimento em surtos incontidos de compras, indiscrições sexuais ou investimentos financeiros tolos)

A perturbação do humor deve ser suficientemente severa para causar prejuízo acentuado no funcionamento ocupacional, nas atividades sociais ou relacionamentos costumeiros com outros, ou para exigir a hospitalização, como um meio de evitar danos a si mesmo e a outros, ou existem aspectos psicóticos.

Caso durante o período da perturbação do humor, inclua pelo menos três dos seguintes sintomas (quatro se o humor é apenas irritável) em um grau significativo, mas durar apenas alguns dias, e essas mudanças ocorrerem há pelo menos 2 anos (1 ano para crianças e adolescentes), classifica-se como hipomania.

Depressão


Antidepressivos são quase sempre ineficazes caso não incluam também psicoterapia, especialmente quando envolvem alcoolismo, tabagismo ou uso de drogas ilícitas.

Deve conter 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedonia
Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
Anedonia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
Fadiga ou perda de energia;
Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
Ideias recorrentes de morte ou suicídio.

Caso existam 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos no mínimo, classifica-se como distimia.

Principais sintomas

Como identificar o humor

Um dos principais problemas da fase maniaca é o indivíduo impulsivamente se endividar, abusar de drogas e/ou fazer sexo com inúmeros parceiros diferentes por conta da libido aumentada.Sintomas da depressão

O indivíduo deprimido em geral se sente abatido, quieto e triste. Pode dormir muito, como uma fuga do convívio, reclamar de cansaço em tarefas simples como escovar os dentes, apresentar traços de baixa auto-estima e de sentimentos de inferioridade. Demonstra pouco interesse pelos acontecimentos e coisas e pode se isolar da família e amigos.

O indivíduo pode se sentir, nesta fase, culpado por erros do passado, e fracassos em sua vida e de seus familiares. Pode haver irritabilidade, lamentos, e auto-recriminação.

Pode haver um distúrbio do apetite, tanto para aumentá-lo, como para diminuí-lo. O deprimido pode apresentar queda na sua imunidade, o que o deixa mais predisposto a contrair doenças. Em alguns casos a depressão pode se manifestar de forma psicossomática, e o indivíduo pode apresentar algumas doenças de causa psicológica, que normalmente se caracterizam por dores pelo corpo ou cabeça.

Há uma queda da libido e o indivíduo se afasta de seu companheiro, se o possuir.

É comum nesta fase pensamentos suicidas, uma vez que o indivíduo se sente mal em sua vida e sem energia para mudá-la. A conseqüência mais grave de uma depressão pode ser a concretização do suicídio.Sintomas da Euforia (Mania)

Na fase eufórica o indivíduo pode apresentar sentimentos de grandiosidade, poderes além dos que possui e grande entusiasmo. O indivíduo passa a dormir pouco, tornar-se agitado.

Pode falar muito, ter muitas ideias ao mesmo tempo, sentindo os pensamentos bem mais acelerados, formando linhas de raciocínio difíceis de serem compreendidas por outras pessoas.

Há uma alteração na libido e o indivíduo tem um aumento do desejo sexual. É comum a bipolares terem vários de parceiros sexuais a cada episódio.

O indivíduo perde a inibição social, podendo passar por situações vexatórias por falta de senso crítico.

Também é comum a irritabilidade, que associada com a impulsividade, pode levar o indivíduo a se envolver em mais brigas.

Nesta fase é comum os indivíduos se endividarem ou perderem muito dinheiro, comprometendo até bens de família. Durante os delírios de grandeza os gastos são muito acima do que sua realidade permitiria. Devido ao grande otimismo, é possível que o indivíduo empreste dinheiro a pessoas a quem mal conhece, e que podem estar aproveitando-se da situação.

São comuns manias como perseguição, realização de sonhos (reformas, viagens, compras) que a primeira vista podem até parecer normais.

No tipo de THB com surtos psicóticos, é comum nesta fase que o paciente tenha alucinações e delírios de grandeza.

Tratamento

Advertência:
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.


Os estabilizantes de humor diminuem o excesso de atividade neural em episódios de euforia.

O transtorno bipolar não tem cura, porém possui tratamento através de medicamentos cada vez mais avançados, a medicina tem evoluído muito nessa área. Até pouco tempo atrás, os pacientes com TAB, ou seja, pacientes com transtorno bipolar, ficavam internados em hospícios e eram tratados com eletrochoques, atualmente podem contar com uma série de remédios anti-depressivos, estabilizadores do humor (anti-convulsivos) e ansiolíticos, que serão ministrados a cada paciente, de forma personalizada, segundo as características de cada estágio da doença, e da resposta a dosagem medicamentosa, e que ainda podem ter uma vida "quase" normal, sem internações,

pois o tratamento dos pacientes crônicos é feito em hospitais-dia, onde se fazem terapias ocupacionais durante o dia e, à noite, os pacientes voltam ao convívio de suas famílias.

As alarmantes mudanças de humor podem ser controladas por diversos medicamentos conhecidos como estabilizantes de humor. O tratamento comcarbonato de lítio é o mais antigo e ainda em uso, e hoje há significativos progressos no estudo de novos tratamentos com poucas, mas significativas novas medicações introduzidas na medicina nos últimos tempos. O lítio induz a uma série de efeitos adversos e, por isso mesmo, precisa ser dosada sua concentração no sangue periodicamente. O tratamento moderno de transtorno bipolar não usa tanto sais de lítio, dando preferência a estabilizantes de humor como olanzapina, valproato, divalproato de sódio ou quetiapina. Quando existe abuso de álcool, cigarro e drogas ilícitas, os estabilizantes de humor também ajudam a controlar a dependência química e psicológica.

Com o uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é perfeitamente possível atravessar períodos indefinidamente longos de saúde e ter vida plena.

Terapia ocupacional


No caso de Psicose Maníaco-Depressiva o tratamento dos pacientes crônicos é feito em hospitais-dia, onde se fazem terapias ocupacionais durante o dia e, à noite, os pacientes voltam ao convívio de suas famílias.
[editar]Como controlar

Para controlar as mudanças de humor é necessário regularmente
Acompanhamento por médico (psiquiatra), psicanalista ou psicólogo.
Uso da medicação prescrita conforme recomendação médica.
O uso da medicação é particularmente importante porque é muito comum o paciente de bipolaridade interromper a terapia medicamentosa. A interrupção no uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica a essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia
Restrição ao uso de álcool, drogas e cafeína.
Vida saudável com horas de sono suficientes e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada.
Genialidade e o portador do transtorno bipolar

Pesquisadores provaram que existe relação entre genialidade e o portador do Transtorno Afetivo Bipolar, já que na fase da mania, este possui grande fluidez de pensamento e muita energia, ficando várias noites sem dormir, mas toda essa genialidade não é via de regra, dos considerados gênios criativos da humanidade 40% eram bipolares, porém somente 10% dos bipolares são considerados gênios, os outros 90% são normais e ainda padecem todas as dores psíquicas por terem desenvolvido a doença. Existe também uma outra estatística, muito menos feliz, que comprova que 40 a 50% dos encarcerados nas prisões americanas são portadores da doença. Em crises de euforia, movidos pela impulsividade, se utilizam de meios violentos, contra o seu oponente, podendo inclusive cometer um homicídio.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Depressão

Psicologia/Medicina

 Depressão nervosa — do ponto de vista da psicologia/medicina, um estado mórbido, em que a mente ou o humor se encontra abaixo do nível óptimo do indivíduo

O transtorno depressivo maior, também chamado de perturbação depressiva major em Portugal, é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).

O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor "triste", que afeta a maioria das pessoas regulamente, por se tratar de uma condição duradoura (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa. A distimia é um outro tipo de transtorno depressivo caracterizado por sintomas de menor intensidade, mas com caráter bastante crônico (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 anos). Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento.


Índice
1 Prevalência
2 Causas
2.1 Fatores psicossociais
2.2 Fatores biológicos
2.3 Factores Físicos (Traumatismos)
2.4 Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de depressão
3 Drogas
4 História
5 Epidemiologia
6 Sintomas
7 Classificação
8 Diagnósticos diferenciais
9 Tipos de depressão
9.1 Depressão maior
9.2 Distimia
9.3 Depressão atípica
9.4 Depressão pós-parto
9.5 Distúrbio afetivo sazonal (DAS)
9.6 Tensão pré-menstrual (TPM)
9.7 Pesar
10 Tratamento
10.1 Medicação
11 Referências
12 Ver também
13 Ligações externas

Prevalência

Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. Dependendo do motivo pode ser dada a crianças e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola, sexualidade, rejeição e principalmente Bullying. A prevalência-ano para a depressão maior, é de 0,4 a 3,0% em crianças e de 3,3 a 12,4% em adolescentes.

Estima-se que o risco de desenvolver depressão, ao longo da vida, seja de 10% para os homens e de 20% para as mulheres. É mais frequente em países frios.
Causas

As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, separação dos pais, rejeição, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença.

Sabe-se hoje que a depressão é associada a um desequilíbrio em certas substâncias químicas no cérebro e os principais medicamentos antidepressivos têm por função principal agir no restabelecimento dos níveis normais destas substâncias, principalmente a serotonina.
[editar]Fatores psicossociais

As pessoas que já experimentaram períodos de depressão relatam um acontecimento estressante como o fator precipitante da doença. A perda recente de uma pessoa amada é o fato mais citado, mas todas as grandes perdas (e mesmo as pequenas) causam um certo pesar. Também a falta de amigos, que pode ocorrer devido a vários factores, desde a rejeição, até à falta de interesses em comum, leva à solidão indesejada e é um factor de risco que frequentemente leva à depressão, principalmente durante a adolescência. Acontecimentos traumáticos, como a perda súbita de um ente querido, ou mesmo eventuais mudanças de cidade, podem causar uma depressão profunda, sendo necessário um longo período de recuperação. A maioria das pessoas supera este estado sem se tornar cronicamente deprimida. Alguns fatores genéticos ou biológicos podem explicar a maior vulnerabilidade de certas pessoas. A existência ou a ausência de uma forte rede social ou familiar também influenciam – positiva ou negativamente – na recuperação.

Algumas pessoas podem sofrer com a doença pelo fato de trocar de uma cidade muito boa, para uma pior e que não oferece nada em troca, é um grande fator de risco, por exemplo, uma pessoa que tem vários amigos ir para outra que não tenha ninguém . As pessoas afetadas criam um bloqueio de aceitação. Desse modo acabam se desanimando das atividades comuns do dia-a-dia, e com o passar do tempo o desanimo aumenta a pessoa perde a motivação da vida, e isso gera uma grande tristeza. Esse e um fator comum que afeta mais os jovens e os adultos.

Dentre os fatores psico-sociais causadores de depressão, problemas relacionados à convivência e relacionamento no ambiente de trabalho também têm fundamental importância para o desenvolvimento da doença em questão.

Para o behaviorismo um dos fatores correlacionados com a depressão é o desamparo aprendido, que é a diminuição de comportamentos saudáveis resultante de várias punições que aconteciam não importando o que o indivíduo fizesse (punições não-contingentes).
Fatores biológicos

Alterações nos níveis de neurotransmissores (principalmente serotonina, acetilcolina, dopamina, adrenalina e noradrenalina) relacionam-se à susceptibilidade para depressão. Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo controle das emoções e produção de serotonina são responsáveis por distúrbios depressivos importantes.

Na Mania por outro lado, quando existe excesso desses neurotransmissores, os sintomas são de euforia, sensação de energia ilimitada, necessidade de poucas horas de sono, pensamentos acelerados, impulsividade, irritabilidade e dificuldade de se controlar.

Evidências neurobiológicas mostram uma forte relação entre depressão com transtornos de ansiedade. Aproximadamente 85% dos pacientes com depressão tem sintomas de ansiedade significativos e 90% dos pacientes com transtornos de ansiedade experienciam depressão em algum momento.
Factores Físicos (Traumatismos)

Em algumas depressões podem ser encontradas causas físicas para a sua existência. Há muito que se sabe que muitos dos nossos traumatismos e acidentes físicos ficam registados no nosso corpo em conjunto com as emoções que sofremos na altura do acidente traumatismo.

Isto cria situações somato emocionais que muitas das vezes perpetuam as dores ou alteram a pessoa por completo em termos emocionais. São bem conhecidos os resultados de diversas terapias dirigidas ao físico que fazem libertação somato emocional e alteram por completo o estado emocional da pessoa.
Em algumas situações problemas físicos podem criar um desgaste e uma tensão demasiado grande sobre o corpo e sobre o sistema nervoso que desencadeiam ou agravam o estado depressivo. Nestas situações devem-se corrigir os diversos problemas físicos. Infelizmente muitas das vezes não existem quaisquer sintomas da sua existência pelo que estes costumam passar completamente despercebidos.
Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de depressão

Medicamentos como betabloqueadores, benzodiazepínicos, corticosteróides, anti-histamínicos, analgésicos e antiparkinsonianos podem causar depressão, bem como a retirada de qualquer medicação utilizada a longo prazo.
Drogas

Alguns tipos de drogas podem levar a depressão crônica ou a não crônica. A benzoilmetilecgonina (Cocaína) e o Erythroxylon Coca (Extrato de Coca ou Pasta Base de Coca), são as principais que são possíveis a levar a depressão crônica, capazes de alterar completamente o sistema nervoso em menos de 15 segundos após o uso. Já a depressão não crônica, vem geralmente de genética ou causada por distúrbios perante a vida.
[editar]História

Hipócrates criou a teoria dos 4 humores corporais (sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) em que o equilíbrio ou desequilíbrio era responsável pela saúde (eucrasia) ou enfermidade e dor (discrasia) de um indivíduo. Hipócrates acreditava que a influência de Saturno levava o baço humano a segregar mais bílis negra, alterando o humor do indivíduo e escurecendo-o, levando ao estado de melancolia. A palavra melancolia vem de melancolis (melanos=negro e colis=bíle).

Galeno redescreveu a melancolia. Aureliano falou da agressividade associada à depressão e associou o suicídio à depressão.
Epidemiologia

Cerca de 16% da população mundial já teve depressão pelo menos uma vez na vida. Em alguns países como a Austrália, uma em cada quatro mulheres e cerca de um em cada oito homens já sofreram de depressão . O início dos estudos sobre a depressão começou na década de 1920. Foi reportado que as mulheres têm duas vezes mais chances de sofrer de depressão do que os homens, mas em contrapartida essa diferença tem diminuído durante os últimos anos. Esta diferença desaparece completamente entre os 50 e 55 anos. A depressão nervosa é causa comum de aposentadoria por invalidez na América do Norte e em outros países da Europa.

Segundo a OMS, em 2020, a depressão nervosa passará a ser a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças cardíacas.[carece de fontes] Pessoas deprimidas têm frequentemente pensamentos mórbidos e a taxa de suicídio entre depressivos é 30 vezes maior do que a média da população em geral. A depressão é considerada em várias partes do mundo como uma das doenças com mais alta taxa de mortalidade.[carece de fontes]
Sintomas

Os sintomas depressivos podem ser divididos entre: cognitivos, fisiológicos e comportamentais. Cognitivos
Humor deprimido: desânimo persistente, tristeza, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, vazio, culpa ou/e irritabilidade;
Redução da capacidade de experimentar prazer na maior parte das atividades, antes consideradas como agradáveis;
Diminuição da capacidade de pensar, de se concentrar, memorizar ou de tomar decisões;
Ideação suicida.Fisiológicos
Fadiga ou sensação de perda de energia;
Alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também sonolência excessiva ou sono interrompido);
Alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite);
Redução do interesse e prazer sexual;
Agitação motora, inquietude;
Alterações dos rimos circadianos (dormir fora de hora). Evidências comportamentais
Retraimento social (isolamento social);
Chorar mais e com mais frequência;
Comportamentos suicidas;
Retardo psicomotor e lentificação generalizada, ou agitação psicomotora;
Tentativa de suicídio.
Comportamento auto-destrutivo (auto-mutilação).

Os pacientes costumam aludir ao sentimento de que tudo lhes parece fútil, ou sem real importância. Acreditam que perderam, de forma irreversível, a capacidade de sentir alegria ou prazer na vida. Tudo lhes parece vazio e sem graça, o mundo é visto "sem cores", sem matizes de alegria. Em crianças e adolescentes, sobretudo, o humor pode ser irritável, ou "rabugento", ao invés de triste. Certos pacientes mostram-se antes "apáticos" do que tristes, referindo-se muitas vezes ao "sentimento da falta de sentimentos". Constatam, por exemplo, já não se emocionarem com a chegada dos netos, ou com o sofrimento de um ente querido, e assim por diante.

Existem diversos testes psicológicos para medir a presença e intensidade da depressão, dentre elas um dos mais populares é o BDI.Sintomas psicóticos

Os delírios depressivos incluem um sentimento excessivo e angustiante de culpa, de punição merecida, delírios de ruína (incluíndo a sensação de estar apodrecendo, desintegrando ou sendo esmagado) e delírios niilistas (que podem configurar a síndrome de Cotard, quando incluem negação de órgãos e negação da morte). As alucinações congruentes com humor depressivo podem ser por exemplo de pessoas, espíritos ou vozes que condenam o paciente, ameaças de demônios ou choro de defuntos. É raro quando não são congruentes com a depressão e podem indicar a presença de um transtorno psicótico.
[editar]Classificação

Segundo a versão atual de classificação internacional de doenças a depressão pode ser classificada como:
F32 - Episódio depressivo (caso seja o primeiro episódio)
32.0 - Episódio depressivo leve: Dois ou três sintomas sem grave prejuízo nas atividades diárias;
32.1 - Episódio depressivo moderado: Quatro ou mais sintomas com sério prejuízo nas atividades diárias;
32.2 - Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos: Muitos sintomas muito intensos, severo prejuízo nas atividades diárias, ideação suicida elevada e com ou sem sintomas somáticos;
32.3 - Episódio depressivo grave com sintomas psicóticos: episódio depressivo grave acompanhado de alucinações, ideias delirantes, lentidão psicomotora ou de estupor de uma gravidade tal que todas as atividades sociais normais tornam-se impossíveis; pode existir o risco de suicídio, de desidratação ou de desnutrição. As alucinações e os delírios podem não corresponder ao caráter dominante do distúrbio afetivo;
F33 - Transtorno depressivo recorrente: Caso não seja o primeiro episódio depressivo;
F34 - Distimia: Rebaixamento crônico do humor, persistindo ao menos por vários anos.
F38 - Episódios depressivos recorrentes breves
Diagnósticos diferenciais

Caso a depressão seja intercalada com um ou mais episódio maníaco passa a ser denominado como transtorno bipolar de humor ou como ciclotimia dependendo da duração dos episódios.

A esquizofrenia e outros transtornos do tipo psicótico com predomínio de sintomas negativos frequentemente são confundidos com uma depressão severa.

Caso o humor depressivo seja tão duradouro que se torne parte da personalidade da pessoa, e não apenas um episódio, então passa a ser considerado um transtorno de personalidade como otranstorno de personalidade esquiva ou transtorno de personalidade esquizóide.

Muitas doenças endócrinas também podem levar a um quadro depressivo, dentre elas
Hipotireoidismo (Problema no funcionamento da tireóide)
Doença de Addison (Problema nas glândulas suprarrenais)
Síndrome de Sheehan (Problema na hipófise)
Síndrome da fadiga crônica
Anemias

Transtornos neurológicos como acidente vascular cerebral, demência vascular, Alzheimer e mal de Parkinson também frequentemente geram quadros depressivos sérios. Mesmo algumas doenças infecciosas como AIDS e mononucleose também já foram correlacionadas com sintomas depressivos.
Tipos de depressão

A depressão é muitas vezes classificada como distimia quando os sintomas permanecem por períodos muito longos de tempo (pelo menos seis meses) de forma "leve", enquanto que nas ocorrências graves da depressão os sintomas atingem proporções incontroláveis, impossibilitando as atividades normais do indivíduo e obrigando a internação devido ao alto risco de suicídio.

Do ponto de vista didático, a depressão clínica pode ser dividida em 6 tipos principais.
Depressão maior

Os pacientes com este tipo de depressão apresentam pelo menos 5 dos sintomas listados a seguir, por um período não inferior a duas semanas:
Desânimo na maioria dos dias e na maior parte do dia (em adolescentes e crianças há um predomínio da irritabilidade)
Falta de prazer nas atividades diárias
Perda do apetite e/ou diminuição do peso
Distúrbios do sono — desde insónia até sono excessivo — durante quase todo o dia
Sensação de agitação ou languidez intensa
Fadiga constante
Sentimento de culpa constante
Dificuldade de concentração
Ideias recorrentes de suicídio ou morte
Começa a se preocupar com os pequenos problemas da vida
Tem dificuldade para tomar banho, ler um livro e até coisas simples como assistir televisão
Automutilação

Além dos critérios acima, devem ser observados outros pontos importantes: os sintomas citados anteriormente não devem estar associados a episódios maníacos (como no transtorno bipolar); devem comprometer actividades importantes (como o trabalho ou os relacionamentos pessoais); não devem ser causados por drogas, álcool ou qualquer outra substância; e devem ser diferenciados de sentimentos comuns de tristeza. Geralmente, os episódios de depressão duram cerca de vinte semanas.

Os sintomas da depressão em adolescentes podem ser diferentes das dos adultos, incluindo tristeza persistente, incapacidade de se divertir com suas atividades favoritas, teimosia constante, irritabilidade acentuada, queixas frequentes de problemas como dores de cabeça e cólicas abdominais, mau desempenho escolar, desânimo, concentração ruim, alterações nos padrões de sono e de alimentação ou queixas frequentes de não quer ir à aula.
Distimia
Ver artigo principal: distimia

A depressão crônica leve, ou distimia, caracteriza-se por vários sintomas também presentes na depressão maior, mas eles são menos intensos e duram muito mais tempo — pelo menos 2 anos. Os sintomas são descritos como uma "leve tristeza" que se estende na maioria das atividades. Em geral, não se observa distúrbios no apetite ou no desejo sexual, mania, agitação ou comportamento sedentário. Os distímicos cometem suicídio na mesma proporção dos deprimidos graves. Talvez devido à duração dos sintomas, os pacientes com depressão crônica não apresentam grandes alterações no humor ou nas atividades diárias, apesar de se sentirem mais desanimados e desesperançosos, e serem mais pessimistas. Os pacientes crônicos podem sofrer episódios de depressão maior (estes casos são conhecidos como depressão dupla).
Depressão atípica

As pessoas com esta variedade geralmente comem demais, dormem muito, sentem-se muito enfadadas e apresentam um sentimento forte de rejeição.
Depressão pós-parto
Ver artigo principal: Depressão pós-parto

Após o parto é comum ocorrer um forte declínio dos hormônios, resultando em um período de anedonia e apatia conhecido como "Baby blues", que caso persista pode se tornar uma "depressão pós-parto". Essa persistência ocorre em cerca de 6,8 a 16,5% das mulheres adultas e até 26% das adolescentes. E não afeta só as mães, os pais também esperenciam o "baby blues" em 25% dos casos.

Este tipo de depressão pode deve-se não só as mudanças hormônais como também à grande ansiedade, desgaste e frustrações comuns na gravidez, sendo mais pro alterações com o nascimento de um bebê. Por vezes surgem desconfortos, mal-estar e dores que podem agravar o estado emocional e hormonal da recente mãe. Quanto mais estressante for uma gravidez mais provável que resulte em depressão.

Os partos naturais e as alterações que a bacia sofre para o nascimento do bebê podem criar alterações quer a nível da bacia quer a nível da coluna, que podem agravar o estado emocional da mulher. Estas alterações podem estar na origem de depressões de causas físicas.
Distúrbio afetivo sazonal (DAS)

Este distúrbio caracteriza-se por episódios anuais de depressão durante o outono ou o inverno, que podem desaparecer na primavera ou no verão, quando então tendem a apresentar uma fasemaníaca.

Este distúrbio tem como principal fator a falta de sol, sendo bem comum nos países onde a luz solar dura poucas horas. É menos comum em países onde a temperatura gira em torno de 20 a 30 °C.

A D.A.S. (S.A.D. em inglês) atinge cerca de 7% da população da Inglaterra.

Outros sintomas incluem fadiga, tendência a comer muito doce e dormir demais no inverno, mas uma minoria come menos do que o costume e sofre de insônia.

Dentre os tratamentos recomendados, deve-se ficar próximo às janelas durante o período diurno, sair para locais abertos com frequência durante o dia, decorar quartos, mesas, salas com itens coloridos, e fototerapia.
[editar]Tensão pré-menstrual (TPM)
Ver artigo principal: Tensão pré-menstrual

Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruação. Afeta entre 40 a 75% das mulheres em idade fértil. O diagnóstico baseia-se na presença de pelo menos 5 dos sintomas descritos no tópico depressão maior na maioria dos ciclos menstruais, havendo uma piora dos sintomas cerca de uma semana antes da chegada do fluxo menstrual, melhorando logo após a passagem da menstruação.
[editar]Pesar

O pesar, também conhecido como reação de luto, não é um tipo de depressão, mas ambas possuem muito em comum. Na verdade, pode ser difícil diferenciá-los. O pesar, contudo, é considerado uma resposta emocional saudável e importante quando se lida com perdas. Normalmente é limitado. Nas pessoas sem outros distúrbios emocionais, o sentimento de aflição dura entre três e seis meses. A pessoa passa por uma sucessão de emoções que incluem choque e negação, solidão, desespero, alienação social e raiva. O período de recuperação consome outros 3 a 6 meses. Após esse tempo, se o sentimento de pesar ainda é muito intenso, ele pode afetar a saúde da pessoa ou predispo-la ao desenvolvimento de uma depressão propriamente dita.

São encontrados no pesar os mesmos sintomas da depressão:
Perda de vontade para realizar as atividades diarias
Alterações de humor
Alteração no sono
Alterações no apetite
Luto constante
Ideia fixa em relação a perda
Introspecção (sentimento de inferioridade, "recolher-se ao seu próprio mundo" e etc.)
Tratamento

Advertência:
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

A cultura popular associa depressão como um estado de humor da pessoa e que ela pode se curar sozinha. Isso faz com que as pessoas não encarem a depressão como uma doença e não procurem ajuda médica.

A maioria das pessoas que possuem um quadro clínico depressivo não conhece ou não procura ajuda médica especializada apesar da grande possibilidade de tratamento efetivo. O tratamento geralmente envolve uma medicação antidepressiva receitada por pelo menos 12 meses para evitar recaídas  e algumas vezes acompanhada de psicoterapia.

A eletroconvulsoterapia (ECT) é utilizada para indivíduos com depressão grave e que não tiveram resposta satisfatória ao tratamento medicamentoso. AEstimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) ou em inglês Repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) pode ser uma alternativa para os pacientes resistentes aos medicamentos.

Sabe-se também que praticar exercícios regularmente e participar de atividades desportivas e sociais pode ajudar o paciente a superar os sintomas da depressão, além de outros benefícios para a saúde.

São exemplos de tratamentos para a depressão:
Medicação
Psicoterapias
Eletroconvulsoterapia
Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva
Suplementos alimentares
Atividades físicas
[editar]Medicação

Os antidepressivos mais usados no tratamento da depressão são os Inibidores seletivos da recaptação da serotonina como a Fluoxetina, a Paroxetina e aSertralina.

Outros antidepressivos usados são os Antidepressivos tricíclicos, Inibidores da MAO, Inibidores da recaptação de dopamina, Inibidores da recaptação de noradrenalina-dopamina, Inibidores da recaptação de serotonina-adrenalina e Antidepressivos tetracíclicos.

O principal mecanismo de ação dos antidepressivos é provocando o aumento de neurotransmissores, como as aminas biogênicas (serotonina, dopamina e noradrenalina). Apesar do nome, alguns antidepressivos também são usados com sucesso em tratamento de diversos outros transtornos, como transtornos de ansiedade, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e migrânea.

Quanto mais específicos em sua ação, menos efeitos colaterais eles apresentam.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.