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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Diferenças de Classes Sociais "Preconceito"

PRECONCEITO SOCIAL ....

O preconceito social é mais um tipo de preconceito que está presente no dia-a-dia das pessoas. Essa forma de preconceito acontece quando alguma pessoa é julgada inferior por suas roupas, moradia, sexo, sexualidade, aparência, condição financeira, deficiência, estilo de vida entre outros.
Um bom exemplo de um local onde ocorre o preconceito social é a sala de aula. Em uma sala de aula pode-se perceber claramente que há a formação de grupos, fazendo a turma ficar separada. Isso é natural, mas passa a ser prejudicial quando um desses grupos deixa de interagir com um outro porque esse último possui uma forma de pensar diferente.
Sobre o modo de se vestir há vários preconceitos. Quando uma pessoa entra com roupas simples ou desgastadas, ou mal vestida em uma loja os funcionários do local muitas vezes não a atendem ou agem com frieza, pois pensam que o cliente é um ladrão ou não tem dinheiro para comprar os produtos ou serviços da loja. Essa forma de preconceito social é muitas vezes confundida com a financeira, mas no financeiro a pessoa é julgada como uma pessoa inferior de forma existencial, como se fosse extremamente inferior e inútil, pois não teve uma boa educação

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sou cristã, sou gay! E o pecado?

É facil acreditar nas coisas? Quando está muito sol e alguém te diz que vai chover, você acredita? Acho
que só pegamos o guarda-chuva se já tomamos chuva alguma vez.

A maioria das coisas na vida é assim: Só acreditamos no que vemos, sentimos e vivemos.

Há quase 10 anos atrás eu vi, senti e pude viver uma verdade diferente na minha vida: Eu me converti! Isso mesmo, aceitei que o Senhor Jesus era o único salvador da minha vida. Abri as portas do meu coração para que Ele entrasse. Foi incrível porque essa pequena atitude transformou a minha vida da melhor forma possivel.

Passei um pouco mais de 7 anos na igreja, entre ministérios de louvor, teatro, evangelizando, estudando a palavra de Deus… Eu realmente era apaixonada por Jesus, que entrou na minha vida e me transformou.

Em 2009 eu saí do estado do Espírito Santo, onde tinha me convertido, e vim para São Paulo estudar. Aqui eu não conseguia me sentir bem em nenhuma igreja, procurava a comunhão que tinha com os irmãos na igreja e com os amigos, mas não encontrava. Com o tempo, eu comecei a me conhecer melhor e conhecer outras pessoas, e percebi que havia algo em mim escondido que eu precisava conhecer… Eu me apaixonei pela primeira mulher.

Passou um tempo até que eu me aceitasse. Pensei que era uma fase, que era carência… Mas, não. Isso era uma verdade em mim!

O problema é que na medida que eu ia me aceitando eu também ia perdendo uma série de valores que tinha por influência familiar – e até mesmo religiosa: Passei a beber muito, virar noites em baladas e bares, falar palavrões, ficar com muitas mulheres na mesma noite… Pensava que, como não seria salva, podia fazer tudo e não mudaria meu final!



Mas aquele que eu tinha convidado para entrar no meu coração há 10 anos ainda estava dentro de mim e nunca me deixou abrir mão dos meus valores. Porque, assim como Ele quer que sejamos fieis com Ele, Ele também é fiel conosco e não nos deixa sozinho quando precisamos.


“Mas eu sou gay e não posso viver uma mentira! Então como continuar adorando a Deus sendo que Ele não me aceita?”

Foi me questionando disso que eu conheci e passei a estudar a bíblia de uma forma mais inclusiva, mais ou menos em Outubro/2011. Comecei a perceber que Deus nunca condenou os homossexuais, tampouco a homossexualidade… O que Ele não aceita é a promiscuidade (que existe entre gay e heteros, da mesma forma). Foi Ele que nos fez assim e Ele nunca deixaria de nos amar por isso.

No dia 1º de Janeiro desse ano eu voltei para a casa do Pai, pedi perdão por ter desacreditado no amor dEle por mim e hoje me sinto livre para adora-lo de todo o meu coração e com tudo que sou!




Sapamor, Deus te ama pelo que você é, te fez para ser exatamente assim e te deu vários lugares onde você pode ser livre para viver a sua verdade na presença dEle.

Nesse espaço novo vamos falar mais sobre isso, sobre a liberdade que temos para adorar a Deus sem reservas e sobre a vontade dEle na sua vida.

Como eu disse: Não é facil acreditar nas coisas. Não quero que você leve como verdade o que eu estou e vou escrever, mas te convido para ver, sentir e viver o melhor de Deus para a sua vida!

domingo, 21 de outubro de 2012

Preconceito Racial – O que é isso?

O preconceito racial é uma doença insidiosa moral e social que afeta os povos e as populações de todo o mundo. É diagnosticada pela catalogação dos seus vários sintomas e manifestações que incluem o medo, a intolerância, a separação, a segregação, a discriminação e o ódio. Apesar de todos estes sintomas de preconceito racial serem manifestados, a única causa subjacente do preconceito racial é a ignorância. Historicamente, uma raça de pessoas é definida como uma população com características biológicas distintas.


Enquanto todos os seres humanos pertencem à mesma espécie, Homo sapiens, as raças se distinguem umas das outras por características como cor e textura do cabelo, cor da pele, cor e formato dos olhos, o tamanho de partes/membros do corpo e os órgãos faciais. Embora os cientistas tenham chegado à conclusão de que essas diferenças entre os povos são superficiais e que a humanidade tem mais características em comum do que diferentes, a própria humanidade continua a ver os outros de acordo com características que são percebidas externamente.

De fato, os seres humanos são aparentemente diferentes; o problema surge quando os sintomas da doença tornam-se evidentes: a intolerância, a separação e o ódio. De uma forma positiva, alguém pode aceitar as diferenças dos povos em toda a face da terra e maravilhar-se com a singularidade dos indivíduos que vivem em uma parte diferente do mundo ou na sua vizinhança. O preconceito racial perverte essa singularidade das raças e enxerga essas diferenças como algo que separa os indivíduos uns dos outros, com um grupo sendo inferior ao outro.

Preconceito Racial – Todos sofremos desse problema?
O preconceito racial afeta a todos. Na medida em que o preconceito racial se manifesta em que as pessoas são "pré-julgadas" com base nas características superficiais, devemos honestamente concluir que todas as pessoas "sofrem" deste mal em vários níveis. Quando não conhecemos um indivíduo bem, começamos a caracterizá-lo, consciente ou inconscientemente, com base no que vemos. Novamente, isso é devido à nossa ignorância do verdadeiro caráter da pessoa e personalidade. Formamos opiniões muitas vezes baseadas em generalizações: "todas as pessoas de tal ou tal raça são. . ." Podemos preencher as lacunas com as expectativas de que certas raças são intelectualmente superiores, cheias de avareza, mais inclinadas artisticamente ou atleticamente ou possuidoras de membros que supostamente são mais prováveis de serem desonestos, etc, etc. . Essas ideias foram formadas pela sociedade, mídia e por como fomos criados.

Talvez essas ideias tenham sido ensinadas direta ou indiretamente pelos nossos próprios pais. Qualquer que seja a fonte, mesmo o membro mais esclarecido de uma sociedade vai perceber que, em certa medida, ele ou ela está julgando uma outra pessoa com base em aspectos superficiais de raça.
Preconceito Racial – Quais são as suas implicações para a sociedade?
O preconceito racial tem moldado as sociedades contemporâneas; na verdade, o preconceito tem moldado as sociedades desde o início dos tempos. Quando estudamos os filhos de Abraão, Isaque e Jacó vivendo na terra de Gósen, vemos que certos povos tinham sido dominados devido às suas diferenças. Além de todas as implicações espirituais da nação de Israel viver no Egito, é evidente que os egípcios temiam os israelitas. Sempre que há diferenças, há o medo, a intolerância e a injustiça.
De Hitler e nazistas aos proprietários de escravos, o preconceito de uma raça contra outra tem resultado em atrocidades. Para combater a doença do preconceito racial, sociedades modernas elaboraram e aprovaram legislações para garantir que as pessoas se "tratariam" com respeito e dignidade, permitindo a todos o direito inalienável da vida e liberdade. Embora a ação do homem possa ser legislada, os seus corações e temores não podem. Assim, a sociedade continua a sofrer da doença. Fóruns, coligações e outras iniciativas continuam a ser formadas para promover a união, compreensão e tolerância.

sábado, 6 de outubro de 2012

No Limite Do Preconceito

A intolerância aos homossexuais, geradora de violência e cicatrizes, físicas e psicológicas
            

Foto: Thays Deratani | Edição: Elaine Kuhlmann

De agressões veladas, a verbais e físicas. A homofobia, palavra que, para os homossexuais, é sinônimo de apreensão, insegurança e violência, é mais ainda que uma simples palavra: é uma realidade que os cerca diariamente.

A expressão desse preconceito pode se dar de muitas formas, das mais brandas as mais graves. E, não raro, parte de onde deveria haver segurança: o próprio lar. O cabelereiro Willian Neves, 25, afirma que a discriminação é frequente. “Alguns vizinhos já me atiraram paus e me perseguiram por vários meses. Mas, homofobia sofremos todos os dias, com olhares e comentários que fazem quando passamos por grupos, coisa que, comigo, acontece o tempo todo.”

O preconceito, seja qual seu alvo, faz desse uma minoria. No caso dos homossexuais, a rejeição tem proporções ainda maiores: geralmente, começa em casa, se estende pela escola, trabalho e demais lugares que frequenta. A pessoa se vê obrigada a limitar-se a ambientes simpatizantes, para somente então não sofrer a discriminação direta. Como não é possível se limitar sempre e muitos até mesmo se recusam a isso, atos de homofobia acabam se tornando uma amarga rotina.

O casal de namorados Bruno Matos e Vagner Vital vivenciaram a rejeição ao tentar a participação em um ambiente hétero. Convidados por amigos de trabalho de Vagner para uma partida de boliche, no bairro de Santana, contam que sentiram o tratamento diferenciado logo na recepção do estabelecimento. Como chegaram de mãos dadas, foram tratados de forma arrogante e obrigados a apontar os amigos que os aguardavam, para que pudessem adentrar o local. Não bastasse, em determinado momento da noite, o gerente do boliche advertiu os rapazes a pararem com os beijos – que ressaltam, não passavam de selinhos – pois havia crianças no ambiente. Vagner aponta que dentre seus amigos, havia famílias, incluindo crianças, sem qualquer preconceito com ambos. Além disso, assegura que ele e o namorado buscam não ter um comportamento escandalizado, tendo demonstrações de afeto singelas, quando em público.

A situação com o gerente se deu no meio do salão, e o casal conta que se sentiu constrangido com a repercussão causada. Lamentam ainda mais o fato de que lhes foi ofertada uma pista afastada de todos, onde os demais clientes não os veriam, e logo, não se sentiriam incomodados. Foram lembrados de que, por não ser um boliche GLS, não poderiam agir como namorados.

“Sou homossexual, sou ser humano, cumpro meus deveres e exijo meus direitos, não quero ser afastado da sociedade, quero fazer parte e ser bem recebido por onde passar com a dignidade que qualquer pessoa merece”, diz Vagner, em relato encaminhado a ONGs voltadas aos direitos LGBT, citando o ocorrido.

Atualmente, o casal está processando o estabelecimento pela discriminação sofrida.

Lar, inseguro lar

A universitária Patrícia Santos, 32, conta que teve dificuldades em se descobrir lésbica, dada a maneira que foi educada sobre a homossexualidade. Sua família ensinava que “esse tipo de pessoa” deveria ser evitada, tabu que cercou a infância e pré-adolescência da estudante. Da mesma forma, sentia dificuldade em se aproximar de iguais. Quando, aos 16 anos, se deparou consigo mesma alimentando sentimentos diferentes por uma colega de escola, ficou inicialmente confusa. “Até então, eu não entendia muita coisa que já havia acontecido comigo. Parece que, enquanto você não compreende o que é ser homossexual, deixa passar muitas situações. Depois, você olha para trás e começa a entender tudo.”, afirma.

Confusa pelo que estava sentindo pela amiga, Patrícia decidiu pesquisar a respeito. Na época, não tinha fácil acesso a internet, então buscou revistas voltadas ao público LGBT. Nestas, encontrou endereços de ONGs voltadas a homossexuais e começou uma longa jornada de correspondências, na procura por entender melhor a própria sexualidade. Não sabia que isso desencadearia um ato de violência, dentro da própria casa.

“Escrevi para uma ONG especializada em lésbicas e quando recebi uma das correspondências, meu irmão, curioso, achando que se tratava de alguma carta de algum político vinda de São Paulo, a abriu e se deparou com conteúdo sobre homossexualidade. Ele contou para minha mãe, mas ela não se importou. Ele, no entanto, esperou que ela saísse de casa e estivéssemos a sós. Então, me puxou pelos cabelos e me espancou. Quando consegui me desvencilhar, procurei a delegacia da mulher, mas teria de fazer o exame de corpo de delito no dia seguinte, para concluir o Boletim de Ocorrência. Minha mãe acabou me convencendo a não registrar queixa contra meu irmão. Acabei não fazendo (o B.O) por consideração a ela”, conta.

Para a universitária, a agressão sofrida despertou, além da mágoa, um sentimento de força. Sabia que o fato de ser lésbica era uma afronta ao irmão e assim, usou isso a seu favor. Tímida, sem contato com gays, diz que só conseguiu criar coragem de ir a sua primeira Parada Gay, em São Paulo, pois sabia que o irmão estaria na cidade.

“Ainda hoje, quando tenho que encarar algo a respeito de minha homossexualidade, penso nele (seu irmão). É como uma forma de vingança.”, lamenta.

Vivendo atualmente com a tia, Patrícia diz que enfrenta uma forma de preconceito velada. “Parece que fazem questão de tecer comentários depreciando os gays, quando estou por perto. Eu acho que eles sabem, então fazem isso”, comenta, acrescentando que sente a atitude como uma forma de pressão psicológica. “Não é diretamente a mim, mas o preconceito me atinge”, pontua.

Tabu no mercado de trabalho

Além da limitação no âmbito social, que os obriga a se unirem em guetos, onde se sentem mais protegidos – ainda que por vezes, mais expostos – e podem agir naturalmente, os homossexuais se veem restritos no âmbito profissional. Determinadas profissões, estereotipadas, tornaram possível a entrada de homossexuais no mercado de trabalho, sem que fosse preciso se manter “no armário”. É o caso de cabelereiros, artistas, profissionais da moda. O boom dos call centers trouxe ainda outra opção aos menos favorecidos. Entretanto, nem todo homossexual vai obrigatoriamente se limitar a “profissões gays” ou friendly. Eis onde surge outro foco de preconceito.

Charles Matos, 21, trabalha em um perímetro exclusivamente masculino, entre eletricistas e mecânicos. Conta que no início, era “violentado por palavras” e, eventualmente, acompanhava a brincadeira quando algum colega fazia determinada piada, mas ficava muito constrangido quando a chacota acontecia com uma roda de funcionários presenciando. Por vezes, pensou em desistir do emprego. Hoje, continua nele, ainda não assumido, embora acredite que os colegas saibam sobre sua orientação, mas o respeitam devido a sua postura discreta.

Palco de agressões

A Avenida Paulista, endereço da Parada Gay paulista e famoso point gay de São Paulo, junto a suas paralelas Rua Augusta e Frei Caneca, tem sido há muito cenário não só de ativismo e expressão homossexual, mas também de violência e homofobia. Anualmente, casos de agressão a homossexuais são veiculados na imprensa, tendo a região como palco. Outras ocorrências ficam no anonimato, sem mesmo ter registro pela polícia. Assim aconteceu com o universitário Roberto Ramos, 23. Há cerca de três anos, estava indo com dois amigos, também gays, para uma boate GLS próxima a Estação Brigadeiro do metrô. Não passava das 22 horas. O jovem afirma que ele e um de seus amigos não tem aparência afeminada, mas o outro, chama bastante a atenção, dados seus trejeitos e uso de acessórios tipicamente femininos. Ao caminharem pela avenida, avistaram do outro lado, próximo ao Parque Trianon, alguns rapazes, que suspeitaram ser skinheads ou punks, gesticulando num anúncio de que iriam agredi-los. Roberto lembra que tentou alertar os amigos a retornarem para o metrô ou correr para algum outro ambiente seguro, mas esse último amigo, despreocupado, disse que nada aconteceria. Não era a verdade. Os agressores atravessaram a avenida em direção a eles.

“Um deles me jogou no chão, ralei meu braço no asfalto. Ainda consegui revidar um chute, me levantar e sair correndo. Entrei no Mc Donald’s mais próximo, em busca de proteção”, conta.

Um segurança no restaurante perguntou o que havia acontecido e ao saber, indicou que Roberto aguardasse ali. Pouco depois, um dos amigos conseguiu juntar-se a ele. Segundo o universitário, o colega estava com hematomas no rosto. Além disso, havia sido roubado pelos agressores, que levaram sua mochila. Não encontraram o terceiro amigo.

“Estávamos assustados e resolvemos voltar para o metrô para ir embora. Meu amigo não tinha dinheiro para ir para casa, devido ao assalto, então fiquei de ajuda-lo. Fomos para o metrô Consolação e lá estava lotado de pessoas, muitos gays. Havia uns seis skinheads na saída do metrô, ameaçando o pessoal, que se refugiou lá embaixo. Nós havíamos presenciado outras agressões lá em cima (na avenida) também”, relembra, com pesar.

Segundo o rapaz, havia boatos de que na mesma semana, quatro gays haviam sido jogados no trilho do metrô, em atos homofóbicos.

Apesar da apreensão, os amigos resolveram tomar um táxi até a boate onde pretendiam ir desde o começo. O outro amigo, de quem se perderam durante a agressão, só puderam contatar depois do episódio. O garoto chegou a sofrer fraturas em razão dos golpes que lhe foram desferidos.

Roberto diz que não procuraram a polícia, pois sabiam que não teriam como encontrar os agressores. Para ele, só adiantaria prestar queixa se tivesse a certeza de que seria feita a justiça.

“Até hoje é terrível lembrar da cena. Não quero ser vítima de agressão nunca mais”, confessa.

Exclusão que gera exclusão

O psicólogo Klécius Borges afirma que entre alguns efeitos causados pela violência em função da orientação sexual, está o isolamento social. Segundo ele, o individuo que sofre algum tipo de ação, ou é exposto a situações de caráter homofóbico, está sujeito a desenvolver vários tipos de reações emocionais e psicológicas.

Lista as mais comuns:

- Crises de ansiedade generalizada (diretamente relacionado ao medo);

- Sentimentos de culpa e de vergonha, por não atender às expectativas sociais, culturais e familiares;

- Depressão crônica

Tais reações, conforme alerta o psicólogo, geram uma tendência ao isolamento social, e ainda, ao desenvolvimento de padrões fóbicos e/ou compulsivos.

Existem ainda indivíduos sujeitos ao desenvolvimento de comportamentos agressivos, que podem ser direcionados a si mesmo ou aos demais, dando vazão a mais violência, que também culmina na exclusão social.

37 Direitos Negados Aos Homossexuais

                                                 
Por que o preconceito? Se homossexuais trabalham e pagam impostos, por que lhes são negados 37 direitos? Sendo ou não pecado, ou colocado na Bíblia Sagrada, o direito de viver e ser respeitado é um dever de quem ama Deus! Não à exclusão que homossexuais sofrem por não serem reconhecidos pela lei e respeito pela sua condição de ser humano! Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo que é a regra!


37 direitos que são negados:

1 - Não podem se casar;

2 - Não têm reconhecida a união estável;

3 - Não adotam sobrenome do parceiro;

4 - Não podem somar renda para aprovar financiamentos;

5 - Não somam renda para alugar imóvel;

6 - Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público;

7 - Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde;

8 - Não participam de programas do Estado vinculados à família;

9 - Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência;

10 - Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido;

11 - Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside;

12 - Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação;

13 - Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação;

14 - Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge;

15 - Não adotam filhos em conjunto;

16 - Não podem adotar o filho do parceiro;

17 - Não têm licença-materidade para nascimento de filho da parceira;

18 - Não têm licença maternidade/parternidade se o parceiro adota filho;

19 - Não recebem abono-família;

20 - Não têm licença-luto para faltar ao trabalho na morte do parceiro;

21 - Não recebem auxílio-funeral;

22 - Não podem ser inventariantes do parceiro falecido;

23 - Não têm direito à herança;

24 - Não têm garantia a permanência no lar quando o parceiro morre;

25 - Não têm usufruto dos bens do parceiro;

26 - Não podem alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime;

27 - Não têm direito à visita íntima na prisão;

28 - Não acompanham a parceira no parto;

29 - Não podem autorizar cirurgia de risco;

30 - Não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz;

31 - Não podem declarar parceiro como dependente do Imposto de Renda (IR);

32 - Não fazem declaração conjunta do IR;

33 - Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do parceiro;

34 - Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro;

35 - Não dividem o IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros;

36 - Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios;

37 - Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família.

sábado, 29 de setembro de 2012

Mais um heterossexual confundindo com gay é espancado em São Paulo



Vítima teve braço quebrado, corte no queixo e perda de um dente (Foto: Roney Domingos/ G1)


Um rapaz de 28 anos que não quer ser identificado teve o braço esquerdo quebrado, sofreu um corte no queixo e perdeu um dos dentes caninos após sofrer agressão em um local próximo à esquina da Avenida Brigadeiro Luís Antônio com a Avenida Paulista, por volta das 3h30 deste sábado (29/10). O delegado do 36º Distrito Policial (DP) - Vila Mariana registrou o caso como lesão corporal. O rapaz, que deu entrevista ao lado da namorada, afirmou que pode ter sido confundido com gay pelo agressor. "Não sou, mas por conta de ter bastante desse público na região podem ter achado que eu era", afirmou.

sábado, 22 de setembro de 2012

Existe Ex-Homossexual?

Quando eu escrevo um artigo eu me preocupo em pesquisar exaustivamente sobre o tema para ficar o mais plausível e dentro da realidade possível. Porém, esse assunto realmente dá muito pano pra manga, devido à falta de consenso entre os especialistas e até mesmo entre os próprios homossexuais. Vamos, antes de mais nada, ao conceito genérico de Ex-Gay. “É um termo usado para pessoas que eram homossexuais e, por algum motivo, deixaram de praticar relação sexual com pessoas do mesmo sexo. Este termo é bastante discutido, pois existem pessoas que afirmam que a orientação sexual que uma pessoa terá em sua vida é definida por questões genéticas ou de natureza inata e que, portanto, não poderia ser modificada. Mas existe um outro grupo, principalmente formado por cristãos, que afirma que a orientação sexual de uma pessoa é influenciada pelo tipo de educação comportamental que foi realizada na infância." (1). O que os especialistas pensam a respeito? “Para a psicologia, a orientação sexual não é algo mutável. Os tratamentos que se propõem a realizar tais mudanças são, via de regra, infrutíferos e, acima de tudo, ilegais. Não há embasamento científico algum para afirmar que um ser humano possa (ou precise) mudar de orientação sexual.”(1). Dentro desse mérito tem que se levar em conta as origens do homossexualismo, outra questão bastante polêmica. “O Dr. Gerard van den Aardweg, psicólogo holandês especializado em tratamento psicoterapêutico da homossexualidade e problemas de família, oferece a seguinte opinião:“…os padrões de comportamento comprovam a improbabilidade de que a orientação sexual tenha uma origem genética. Sabe-se, por exemplo, que até mesmo em pessoas com cromossomos anormais a orientação sexual depende principalmente do papel sexual em que a criança foi criada. Sem mencionar os tratamentos psicoterapêuticos que têm tido sucesso em mudar radicalmente a orientação de indivíduos homossexuais. Será que esses tratamentos então causam mudanças genéticas nas pessoas? Isso é improvável.” (2). Casos de ex-homossexuais não são raros. Veja esse depoimento.Testemunho de Moisés Aparecido Silva,”Desde criança eu sempre tive tendências homossexuais e aos dezessete anos me envolvi de vez no homossexualismo e também nas drogas, e na prostituição. Fiquei cinco anos nesta vida, mas pra glória de Deus no ano 2000 tive um maravilhoso encontro com Jesus, que mudou a minha vida por completo. Depois de estar por três anos desfrutando o poder de Deus vim a descobrir que era soro positivo; porém Deus me prometeu a cura, e hoje dois anos depois, estou praticamente curado sem tomar um remédio.” (3). Outras pessoas, em sites de discussão, por sua vez, não admitem que possam existir ex-gays.Anônimo disse: “Podem até parar de fazer uso, mas ex-homo não existe nem no masculino nem no feminino. Em algum momento de entusiasmo a velha vontade volta. É mais ou menos como nos AA evitar o primeiro gole. Enquanto conseguir evitar tudo bem, mas quando dá aquela vontadezinha eles têm dificuldade de evitar a recaída. Evite por hoje o primeiro gole e cada dia será um novo dia.”Tango Sierra, disse: “Não existe um único livro na medicina que classifique homossexualismo como doença, portanto trata-se de preferência, vício, como consumir drogas. Preferência é um estado psicológico.Você conhece alguém que consumia drogas e não teve desejo ou recaídas?” Confira o que diz site médico ‘Café e Saúde’;“O homossexualismo não é mais considerado uma doença mental pela Associação Americana de Psiquiatria, sendo que a sociedade moderna está lenta, mas inexoravelmente aceitando a homossexualidade como uma variante sexual normal, mesmo face à hostilidade e preconceitos. Uma fase transitória de conduta homossexual é comum na puberdade e adolescência - ocorre em mais de 30% dos jovens - sendo que a quase totalidade que passa por essa experiência, mesmo tendo contato físico, na vida adulta torna-se exclusivamente heterossexual. Nas sociedades modernas, estima-se que 5 a 10% dos homens são exclusivamente homossexuais durante toda a vida - homossexualismo exclusivo ou preferencial. Uma minoria experimenta contatos heterossexuais, mas abandona este comportamento, assumindo definitivamente sua homossexualidade. Mas mais de 20% dos homens homossexuais e 30% das mulheres homossexuais (lésbicas) casam-se, formando uma união heterossexual instável. Um grande número de homens casados busca contatos ocultos com homossexuais (70% dos homossexuais revelam contatos com homens casados e 20% revelam contato com mais de cinco homens casados). Por outro lado, metade das lésbicas relata um contato sexual com pelo menos um homem nos últimos dez anos. A homossexualidade situacional pode ocorrer entre pessoas confinadas por longos períodos com membros do mesmo sexo, como em navios e prisões, sendo o comportamento transitório e abandonado com a mudança de ambiente.” (4). Fique à vontade para tirar suas próprias conclusões. Eu, particularmente, mesmo sabendo que é bastante difícil acontecer, já presenciei casos de pessoas que reverteram a orientação sexual. Como também sei daqueles que num determinado momento da vida eram heterossexuais e tornaram-se homossexuais. Independente do meio usado, o processo de reverter a orientação sexual de alguém requer um acompanhamento psicoterápico intenso e uma força de vontade inquestionável, da parte de quem deseja tais resultados. Mas, independente da discussão, tenho muitos amigos homossexuais e me dou muito bem com todos e eles estão muito bem do jeito que estão. Acho a orientação sexual de alguém algo muito próprio de cada um e, portanto, a decisão de ser ou não, de estar ou não homossexual, é muito pessoal. É muito bom podermos ter a liberdade para viver da maneira que mais nos convir. Aceitemos as diferenças.



Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1632621-existe-ex-homossexual/#ixzz27DvHkb3j

Legislação sobre a homossexualidade no mundo

                                      

A legislação sobre a homossexualidade no mundo, englobando também os bissexuais, transgêneros, transexuais e travestis varia de acordo com a cultura de cada país. Na atualidade existe uma enorme variedade no alcance das leis afetas à homossexualidade no mundo. Essas diferenças nos direitos relativos à homossexualidade estiveram presentes ao longo da história das civilizações humanas, persistindo até aos tempos atuais. Desde países que criminalizam a homossexualidade com a pena de morte, tais como, a Arábia Saudita, a Mauritânia ou o Iêmen, até aqueles países que já legalizaram o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, como Países Baixos, Espanha ou Canadá.

As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ou perversão. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade como doença. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. No dia 17 de Maio de 1990 a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação internacional de doenças (sigla CID). Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.

A reversão do entendimento da homossexualidade como uma doença mental para uma orientação sexual menos comum numericamente é certo, mas irreversível e identitária do ponto de vista antropológico, além de alguns estudos que revelam diferenças entre o cérebro de pessoas homossexuais e pessoas heterossexuais, foi crucial para que vários países pudessem rever as leis que puniam a homossexualidade, garantindo assim em alguns casos os mesmos direitos dos casais heterossexuais.

Uma cruzada pela verdade na discussão entre homossexualidade e religião

"For the Bible Tells Me So":
Uma cruzada pela verdade na discussão entre homossexualidade e religião
Por Renata. 26 anos, lésbica, jornalista e mestre em literatura inglesa.
Florianópolis, SC, Brasil.

For the Bible Tells Me So fala de religião e homossexualidade, e dos inevitáveis (será?) conflitos que advém quando os dois se cruzam.

O filme começa com uma cena clássica da Anita Bryant, uma religiosa fanática que fez campanha contra homossexuais nos anos 70, levando uma tortada na cara (quem viu Milk vai lembrar dela). Isso já é em si só uma amostra de quanto os ânimos se acirram quando a questão religião e homossexualidade começa a ser discutida em qualquer lado da balança. Em seguida vemos e ouvimos vários trechos de sermões e discursos do naipe de "Estamos destruindo o alicerce da sociedade", "Este país está fazendo de tudo para fazer as pessoas acreditarem que é ok ser gay. Quando não é. Por isso Deus destruiu Sodoma e Gomorra e por isso Deus vai destruir este país", misturados com imagens de passeatas por direitos gays e paradas.

Em menos de cinco minutos se vocês forem como eu já estarão chocados com o discurso de ódio que é proferido contra a população LGBT. Eu digo chocado não no sentido de surpresa, porque todos sabemos do que se trata (muitos de nós já sentiram na pele), mas no sentido de não conseguir aceitar a simples existência desse discurso. Eu sempre me sinto assim, não consigo me acostumar ao fato de milhões de pessoas odiarem o que eu sou com tanta veemência. Estou mais do que ciente da existência desse ódio e preconceito, mas por mais que eu ouça e me informe e lute contra isso, a cada nova vez que eu escuto me vem a sensação de choque e incredulidade novamente.

Ok, mas continuando sobre o filme (estou revendo pela quarta vez pra escrever o post e já estou com lágrimas nos olhos). As histórias são contadas através das perpectivas de cinco famílias religiosas que tiveram que lidar com um filho gay ou uma filha lésbica. Aos poucos vamos nos familiarizando com esses personagens, com essas famílias que sofreram e ainda sofrem tentando aceitar a ideia de que um dos seus filhos queridos também é um dos que a Bíblia condena como uma abominação. Como fazer para conciliar seu amor por um membro estimado da família com a convicção de que a Bíblia classifica ela ou ela como não naturais?

Não quero entrar em nenhuma questão de religião específica, mas acho que existe sim uma razão ou um propósito para que nasça um filho ou filha homossexual dentro de uma família preconceituosa. Acredito que é uma das grandes ironias da vida (e, porque não dizer, divinas): é muito fácil julgar o outro, o diferente, ter preconceito e condenar aquilo que pra você é alheio. Quantas vezes não vemos a religião sendo usada para propagar justamente esse ódio ao diferente? Mas como fazer quando de repente a diferença chega até você? Quando não é mais o garoto efeminado da novela que é bixa, ou a menina de estilo moleque do seu bairro que é sapatão, ou qualquer outro estereótipo, o que fazer quando você descobre que o seu filho ou sua filha são aquilo que você sempre desprezou sem maiores considerações? O documentário lida com essas contradições. Cinco famílias religiosas que enfrentaram essa situação, algumas bem outras nem tanto.

Acho que o filme já começa desafiando essa questão de diferença. Os gays não são colocados como diferentes, e tampouco os religiosos. Ao invés de contar a história de um ponto de vista "nós" versus "eles", "homossexualidade" versus "Bíblia", "gays" versus "religiosos", como se fossem lados opostos em uma batalha, o filme nos conta as histórias de quando não há o diferente, nem de um lado nem de outro. Quando os dois lados fazem parte da mesma família. A ideia do filme é fugir dessa polarização e lidar com o assunto da melhor maneira, de uma maneira humana.

Então vamos aos casos individuais. A primeira família é a de Gene Robinson. Eu não sei se vocês já ouviram falar dele, mas se ainda não sabem quem é deveriam ir atrás. Ele foi o primeiro religioso abertamente gay a ser consagrado como Bispo na Igreja Episcopal. Um homem que quebrou barreiras e foi inclusive convidado a dar uma prece na inauguração das festividades da posse do Obama (no meio de uma polêmica entre Obama e o movimento LGBT pelo fato do primeiro ter convidado um religioso anti-gay, Rick Warren, para fazer a oração no dia da inauguração). Os pais já idosos dele falam de como Gene nasceu com problemas de saúde, e de como eles agradeciam a Deus pelo filho ter crescido normalmente apesar dos médicos terem falado que ele sofreria com problemas de desenvolvimento. Eles se emocionam ao contar a história. É muito claro que amam o filho genuinamente e tem orgulho dele.

A próxima família a ser apresentada é a dos Poteats. A fala que mais me marcou nos relatos dessa família é a do pai quando fala que rezava a Deus para seus dois filhos, um menino e uma menina. Que o menino não virasse uma bixa, e que a menina não se transformasse numa vadia. A grande ironia de acordo com ele é que Deus ouviu as preces dele. Foi a filha que se revelou lésbica... (Sempre achei que foi exatamente o que aconteceu com meu pai...) Homossexualidade era uma coisa que ele nunca esperaria que acontecesse comigo, justo a filha menina (acho que as pessoas quando pensam em homossexualidade acabam lembrando só dos gays mesmo tsc tsc). Em seguida os Reitans, que tem um filho adolescente gay, são apresentados e logo depois os Gephardts, que tem uma filha lésbica.

Depois que as primeiras quatro famílias são brevemente apresentadas o documentário foca um bom tempo na palavra "abominação", que é como a Bíblia descreve atos homossexuais em algumas passagens tais como Levítico 20:13. As entrevistas com as pessoas na rua mostram o quanto de ignorância há por trás da ideia do que exatamente a Bíblia fala, já que muitos nunca leram as tais passagens que condenam a homossexualidade. Na passagem citada o que acontece é que ao mesmo tempo em que classifica um homem deitar com outro homem como abominação, um pouco antes também classifica a ingestão de frutos do mar como tal, e um pouco abaixo condena misturar mais de uma semente na mesma plantanção como abominação. A leitura literal de apenas um verso fora de contexto é o mal que aflige aqueles que usam a Bíblia para justificar seus preconceitos, conforme vários teólogos entrevistados.

O documentário relata um pouco de como foi para os filhos e filhas se assumirem para si mesmos e depois para os pais. O processo é mostrado através dos dois pontos de vista e não há como não se emocionar com alguns dos relatos. Me identifiquei com várias das histórias e acho que deve ser uma reação comum pra quem já viveu isso na pele. Acho que em toda a história de se assumir e de assumir para os pais há alguns elementos em comum: o medo de não ser aceito, medo de não ser mais amado, medo de ser motivo de vergonha para os pais, o medo de não se sentir parte de algo maior, entre outros por parte dos filhos; e por parte dos pais a sensação de não conhecer mais seu filho, o medo de que ele ou ela percam seu rumo na vida, o medo de um "estilo de vida" (não concordo com essa expressão) desconhecido, a sensação de ter todos os sonhos para aquela pessoa despedaçados de uma vez só... "Foi como uma morte" disse o pai de Jake, da família Reitan. Acho que é algo do gênero para os dois lados... Em compensação existe também a sensação de renascimento, você sai disso tudo uma nova pessoa, a pessoa que você verdadeiramente é, e acho que no final os pais entendem isso (na maior parte das vezes).


"Amor incondicional" fala Dick Gephardt (um político proeminente do partido democrata americano), pai de Chrissie. Ele resume bem o sentimento que precisa ser redescoberto para que haja a aceitação. Chrissie teve muita sorte, seus pais a aceitaram imediatamente e a asseguraram que seu amor continuaria o mesmo e que a apoiariam sempre. Com certeza algo que muitos de nós ainda esperam ouvir. Já aviso que às vezes demora um pouco, como no meu caso e a dos outros no documentário.

Foi o caso de Jake, da família Reitan. Seus pais não sabiam como lidar com a situação e procuraram o apoio de um pastor parente deles que os aconselhou a não aceitar o filho como homossexual, que ele poderia mudar e que o faria com a ajuda da igreja e deles. Sugeriu que algumas pessoas passam por fases na vida onde sentem atração pelo mesmo sexo e que talvez fosse o caso com Jake, que ainda era adolescente. Eu pergunto a todos os pais com filhos gays ou quaisquer outras pessoas com essa ideia: será que é realmente plausível que alguém escolha voluntariamente passar por esse tipo de sofrimento por um sentimento passageiro? Eu pergunto pra quem acha que ser gay ou lésbica é questão de escolha, de "estilo de vida": quem escolheria sofrer preconceito diariamente? Se fosse uma escolha realmente, quem escolheria isso? Quem escolheria o medo de ser rejeitado pelos próprios pais? É claro que não temos escolha, nascemos assim e somos obrigados a enfrentar uma sociedade inteira para termos uma chance de ser felizes. Eu acho que cada um de nós deveria receber um prêmio, só pela coragem de assumir ser algo diferente do que a sociedade dita para você.

O que alguns programas religiosos ditam é que homossexualidade é uma escolha e que o que você deve fazer para "salvar" seu filho é não aceitá-lo. Isso é a pior coisa que se pode fazer numa hora dessas, diz uma psicóloga no documentário. É justamente o período mais frágil na vida de alguém e pode ser devastador ser rejeitado pelas pessoas que você mais depende. A história da quinta família no documentário mostra isso claramente. A mãe, Mary Wallner, conta como rejeitou sua filha , como usou as passagens da Bíblia para dizer as coisas muito pouco amáveis como "eu te amo, mas sempre vou odiar isso em você", na maneira que julgava correta pelas intruções da igreja.

Isso afastou Anna, a filha, cada vez mais até que ela cometeu suicídio. Infelizmente essa é uma realidade no nosso mundo, gays e lésbicas são três a sete vezes mais propensos a cometer suicídio, e essa taxa aumenta ainda mais quando se trata de adolescentes. Acho que as pessoas não conseguem entender inteiramente o que é sentir solidão por completo, o que é sentir-se o único no mundo. O que é sentir-se realmente só. Um dos entrevistados que trabalha numa ONG de prevenção ao suicídio do estilo do CVV diz que uma das cinco maiores razões para os jovens ligarem para pedir apoio é por razões religiosas. O que a Igreja faz é criar um mundo onde a pessoa se sente ainda mais só, como se nem Deus aprovasse da sua existência, como se não houvesse maneira de conciliar fé e homossexualidade. Um mundo onde a primeira resposta é o ódio a si mesmo, é a falta de aceitação de si mesmo. Um mundo onde há o medo de falar com os pais, com os professores, com os líderes religiosos, com os amigos, etc.

E o que acontece também é que se cria um mundo onde a violência contra gays e lésbicas é justificada pela Bíblia. Assim como a Bíblia foi erroneamente usada para validar escravidão, opressão contra as mulheres, apartheid, anti-semitismo, e asim por diante, hoje é usada para justificar preconceito com a população LGBT. Nós somos o novo "outro". O clima político é um em que a violência contra gays e lésbicas é tida como um ato divino, alguém fazendo a vontade do Senhor. A mensagem de amor e compaixão expressa na Bíblia fica perdida em meio à alienação do preconceito.

"Minha crença teológica é que todas as relações baseadas em amor são honradas por Deus" diz um dos entrevistados. Amor é um sentimento divino, como poderia ser condenado por Deus? Em que realidade seria plausível que Deus condenasse um amor tão puro quanto qualquer outro? "Jesus sempre abraçou os excluídos, como alguém usaria suas palavrar para excluir um grupo de pessoas e se proclamar cristão não faz sentido para mim" diz outra entrevistada. Amor, inclusão, compaixão: esses são os sentimentos ensinados por Jesus. Onde as pessoas encaixam preconceito dentro disso não entendo.

Um rabino entrevistado lembra que na Bíblia um homem adquiria sua mulher. Não fazemos mais isso, diz ele. O conceito de casamento mudou desde aquela época, completa. Então porque será que as pessoas tem tanto medo de redefinir o que é o casamento? Dizem que a legalização das uniões gays irá redefinir o que significa casamento. E daí? É o que se faz com o passar do tempo, se redefinem as coisas. O conceito de casamento vem mudando há séculos, justamente agora significará o fim da sociedade? Não era o que diziam do casamento interracial? Do divórcio? Pelo que me consta essas foram redefinições do que é casamento e ainda continuamos aqui, o mundo ainda não acabou.

"Eu não consigo imaginar, por mais que tente que Deus puna as pessoas dessa maneira. Eu vou te punir porque você é negro, você deveria ter sido branco. Eu vou te punir porque você é mulher, você deveria ter sido homem. Vou te punir porque você é homossexual, você deveria ter nascido heterossexual. Não consigo realmente imaginar que seja assim que Deus veja essas coisas." Desmond Tutu, arcebispo e nobel da paz pela sua luta contra o Apartheid.

Pronto, estou eu aqui novamente chorando ao terminar de assistir esse documentário. Acho que é o tipo de filme que tinha que ser mostrado nas salas de aula. As legendas em português demoraram um tanto, mas estão disponíveis nesse link. O filme em inglês está disponível na íntegra no Youtube , mas também é bem fácil de conseguir para baixar nos caminhos usuais. Acho que ficou claro pelo meu post imenso que eu mais do que recomendo. É dos meus filmes favoritos de todos os tempos e programa obrigatório para vocês minhas leitoras e leitores.

Fonte: Oráculo de Lesbos

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Homossexualidade e religião

               

O relacionamento entre a homossexualidade e a religião varia de maneira enorme durante tempos e lugares. Nem todas as religiões reprovam explicitamente a homossexualidade; algumas meramente omitem considerações a respeito. Ao longo da história, o amor e o sexo entre homossexuais (especialmente homens) eram tolerados e também instituídos em rituais religiosos da Babilônia e Canaã, além de serem enaltecidos na religião da Grécia antiga; historiadores confirmam que há indícios de que os exércitos de Tebas e de Esparta possuíam unidades formadas por pares de amantes homossexuais, que às vezes oficiavam sacrifícios a Eros, deus do amor, antes de se engajarem em combate. Além disso, a mitologia grega é rica fonte de histórias de amor e sexo entre figuras do mesmo sexo.

Os antigos judeus, no entanto, perseguiam homossexuais e com a expansão do cristianismo, continuaram outras perseguições a práticas homossexuais. Quando o cristianismo se oficializou no Império Romano com a ascensão de Constantino, historiadores escrevem que a homossexualidade era uma ameaça institucional; uma das razões dessas perseguições antigas seria o da condição de sobrevivência e expansão por meio da defesa da procriação através da família. A posição oficial da Igreja quanto a homossexualidade racionalizou-se com os escritos de Santo Agostinho, para quem os órgãos reprodutivos tinham a finalidade natural de procriação e em nenhuma hipótese poderiam ser usadas para outra forma de prazer, sendo a homossexualidade, segundo ele, uma perversão da mesma categoria que seria a masturbação, o coito anal, o coito oral e a zoofilia. A homossexualidade continua a ser reprovada pela maior parte das tradições cristãs pelo mundo. Na era do colonialismo e imperialismo, praticado geralmente por países de fé abraâmica, algumas culturas adotaram atitudes antagonistas quanto à homossexualidade. Atualmente, grupos e doutrinas de religiões abraâmicas geralmente veem a homossexualidade negativamente; alguns desencorajam a prática, enquanto outros explicitamente a proíbem. É ensinado que a homossexualidade é pecaminosa, enquanto outros dizem que qualquer ato sexual por si só é pecaminoso. Apesar de tudo, há algumas pessoas dentro desses grupos religiosos que veem a homossexualidade de maneira mais positiva — há até quem pratique cerimônias religiosas de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Alguns grupos afirmam que a homossexualidade pode ser "superada" através da fé. Há vários "centros de cura" espalhados pelo mundo, de onde saem os "ex-gays". No entanto, nenhum estudo científico comprova esta prática e ela é desencorajada pela maioria dos médicos.

Atitudes da sociedade em relação à homossexualidade



                                     

As atitudes da sociedade em relação à homossexualidade variam grandemente em diferentes culturas e diferentes períodos históricos, assim como as atitudes para com o desejo, as atividades e os relacionamentos sexuais em geral. Todas as culturas têm os seus próprios valores adequados e inadequados em relação à sexualidade. Algumas sancionam o amor e as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, enquanto outras, ainda que não sancionem, reprovam tais atividades. Mantido um comportamento heterossexual, diferentes conjuntos de prescrições podem ser dados a indivíduos de acordo com seu gênero, idade, status e/ou classe social. Por exemplo, entre a classe dos samurai do Japão pré-moderno, era recomendado a um adolescente iniciante que tivesse uma relação erótica com um guerreiro mais velho (ver Shudo), mas as relações sexuais entre os dois se tornavam inadequadas uma vez que o menino se tornasse adulto.

A maioria das culturas do mundo tem considerado o sexo procriativo como uma relação a ser reconhecida como norma sexual - às vezes de forma exclusiva e, por vezes, junto a normas de amor do mesmo sexo. Algumas religiões, sobretudo aqueles influenciados pela tradição abraâmica, têm tradicionalmente condenado os atos e relacionamentos homossexuais, em alguns casos aplicando punições severas aos infractores. Desde a década de 1970, em grande parte do mundo tornou-se mais aceitável as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo quando os parceiros tenham a idade legal. A Pesquisa sobre atitudes globais de 2007 do Pew Research Center concluiu que os "povos na África e no Oriente Médio opõem-se fortemente à aceitação social da homossexualidade. Mas há muito maior tolerância para a homossexualidade nos principais países latino-americanos, como México, Argentina, Chile e Brasil. As opiniões na Europa são divididas entre o Ocidente e o Oriente. Maiorias em cada nação da Europa Ocidental pesquisadas dizem que homossexualidade deve ser aceita pela sociedade, embora a maioria dos russos, poloneses e ucranianos discordem. Estadunidenses estão divididos - uma estreita pluralidade (49%) considera que a homossexualidade deve ser aceita, enquanto 41% discordam."

Oposição ao termo Homofobia


Oposição ao termo


Alguns estudiosos da língua argumentam que o termo aponta de forma errónea para um motivo específico, fobia (medo irracional), tendo sido o seu sentido modificado para se referir a discriminação da homossexualidade, o que pode não ser o caso. No entanto numa situação similar a palavra xenofobia passou a ser utilizada coloquialmente para qualquer preconceito contra estrangeiros, extravasando assim o seu significado original.

Algumas pessoas preferem classificar o comportamento homofóbico apenas como o "repúdio da sociedade em relação a pessoas que se auto-excluem" ou "desajustamento social por busca do prazer individual" justificando assim a exclusão social das pessoas homossexuais pelo fato de serem diferentes da suposta norma. Outras não consideram homofobia o repúdio à relação homoerótica, alegando que a relação heteroerótica também pode causar repulsa aos homossexuais, justificando a sua discriminação pela discriminação da outra "classe". Há ainda o repúdio por motivos religiosos aos atos homossexuais mas não necessariamente se manifestando de forma directa contra as pessoas homossexuais. Entretanto, ativistas e defensores das causas LGBT em geral indicam que atitudes similares foram utilizadas no passado para justificar a xenofobia, o racismo e a escravidão.

Homofobia patrocinada pelo Estado


Pode incluir leis ou decisões judiciais recentes que criaram reconhecimento legal para relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, mas que ainda não entraram em efeito

A homofobia estatal inclui a criminalização e a penalização da homossexualidade, discurso de ódio vindo de membros do governo e outras formas de discriminação, perseguição e violência contra pessoas LGBT.

Homofobia - Significado

              Homofobia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Homofobia (homo, pseudoprefixo de homossexual, fobia do grego φόβος "medo", "aversão irreprimível" é uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação a lésbicas, gays, bissexuais e, em alguns casos, contra transgêneros e pessoas intersexuais. As definições referem-se variavelmente a antipatia, desprezo, preconceito, aversão e medo irracional. A homofobia é observada como um comportamento crítico e hostil, assim como a discriminação e a violência com base em uma percepção de orientação não heterossexual. Em um discurso de 1998, a autora, ativista e líder dos direitos civis, Coretta Scott King, declarou: "A homofobia é como o racismo, o anti-semitismo e outras formas de intolerância na medida em que procura desumanizar um grande grupo de pessoas, negar a sua humanidade, dignidade e personalidade." Em 1991, a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.
Entre as formas mais discutidas estão a homofobia institucionalizada (por exemplo, patrocinada por religiões ou pelo Estado, a lesbofobia, a homofobia como uma intersecção entre homofobia e sexismo contra as lésbicas, e a homofobia internalizada, uma forma de homofobia entre as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, independentemente de se identificarem como LGBT.
Em maio de 2011, em referência ao Dia Internacional contra a Homofobia, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, declarou:
"[...] Em última análise, a homofobia e a transfobia não são diferentes do sexismo, da misoginia, do racismo ou da xenofobia. Mas enquanto essas últimas formas de preconceito são universalmente condenadas pelos governos, a homofobia e a transfobia são muitas vezes negligenciadas. A história nos mostra o terrível preço humano da discriminação e do preconceito. Ninguém tem o direito de tratar um grupo de pessoas como sendo de menor valor, menos merecedores ou menos dignos de respeito. [...]"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Preconceito

Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual".

De modo geral,o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada "estereótipo". Exemplos: "todos os alemães são prepotentes", ou "todos os ingleses são frios". Observar características comuns a grupos são consideradas preconceituosas quando entrarem para o campo da agressividade ou da discriminação, caso contrário reparar em características sociais, culturais ou mesmo de ordem física por si só não representam preconceito, elas podem estar denotando apenas costumes, modos de determinados grupos ou mesmo a aparência de povos de determinadas regiões, pura e simplesmente como forma ilustrativa ou educativa.

Observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro. Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.


Os sentimentos negativos em relação a um grupo fundamentam a questão afetiva do preconceito, e as ações, o fator comportamental. Segundo Max Weber (1864-1920), o indivíduo é responsável pelas ações que toma. Uma atitude hostil, negativa ou agressiva em relação a um determinado grupo, pode ser classificada como preconceito.Essas atitudes, trazem muitas coisas negativas e e também problemas.

Segundo Paradela e colaboradores (2006) , alguns buscam utilizar a ciência, especialmente a "genética", para criar situações que justifiquem o preconceito. De tal forma, os autores definem que que os fundamentos evolutivos para o surgimento da espécie humana e os aspectos genéticos a respeito da expressão de genes fornecem respaldo para a afirmação de que não há raças humanas. Adicionalmente, a classificação dessas supostas raças por características como cor de pele e inteligência não é aceitável.

Tipos de Preconceito

Preconceito racial
Preconceito sexual
Preconceito social
Intolerância religiosa
Efeito halo
Discriminação
Intolerância
bullying
cyberbullying
Heterofobia
Homofobia
Misandria
Misoginia
Xenofobia